Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de março de 2012

Kuivua


  Quando o Dakar passou a ser o que é hoje foi quando eu perdi a esperança. O mundo tornou-se numa coisa demasiado controlada e cheia de regras e restrições. 
    Nós somos tantos, não precisam de estar sempre a tentar preservar todas as vidas, algum perigo faria bem a esta apatia generalizada. 
Pensem nisso.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tuoda

     É algo comum dizerem que devemos lutar pelo que queremos. Não te preocupes, não vou falar de nada que quero, e também não quero nada de especifico neste momento, para além de um futuro maravilhoso, mas isso é muito pouco especifico e uma coisa que é preciso é especificidade. Não basta pensar... Ok, não quero ser acusado de ser um machista elitista desenfreado, por isso não vou dar exemplos. Mas pensem numa coisa que queiram muito, agora consegues perceber que é possível acrescentar pormenores a isso, certo? As coisas só se realizam de meteres pormenores, se não meteres então qualquer coisa serve.
     Bem mas já estou a fugir ao tema, como acontece sempre quando escrevo a esta velocidade. Bem rápido ficas a saber. Acho que conseguia escrever um livro numa noite se me deixasse levar por esta minha sofreguidão, claro que não ia fazer muito sentido e provavelmente não iria ter ponta por onde se pudesse pegar. Estás a ver? A fugir outra vez. Vamos voltar ao tema: lutar pelo que se quer.
     Lutar pelo que se quer só dá desgostos. Devo parar aqui? Já não concordas comigo eu sei, mas acredita eu sei mais sobre o ser humano do que aparento, e posso garantir que a probabilidade de desgosto é maior do que a de sucesso. Claro que há sempre aquela balela do "pelo menos tentei!" dita com uma cara de orgulho de mármore a rachar, onde já é possível ver a água prestes a verter pelas rachas. Força, tenta, depois não digas que não tiveste o meu total apoio, o que eu penso não é relevante para o facto de teres todo o meu incondicional apoio.
    Agora o que podes fazer é... Não fazer nada. Não digo isto não verdadeiro termos da palavra, já que "fazer nada" é impossível, uma pessoa tem de respirar. Desculpa, não quero parecer armado ao pingarelho ao ser tão literal, mas fui eu que o usei o "nada", por isso posso fazer o que me bem apetece, que é nada, neste caso. Mas afinal não se pode não fazer nada neste caso, tem de ser fazer alguma coisa, e uma dessas coisas não é acrescentar pormenores às coisas pelas quais lutamos. Não te preocupes, não vou voltar aos pormenores (estou com a sensação que estou a escrever esta palavra mal, sempre que a uso).
    Vá vamos lá ver o que tens de fazer pelas coisas que queres, mas não lutes por elas. Não, não estou a ser literal, ninguém vai andar à batatada, principalmente porque eu estou a dizer para não lutares (a sério não tem nada a ver com combate). Vamos dar o exemplo... O exemplo que ia dar tinha de escolher género sexual, e como estou a escrever este texto no singular (aqui claramente armado ao pingarelho) não dá muito jeito. Como é que vou fazer isto? Eu já tinha tudo pensado, não me apetece mudar por isso vou pedir desculpa às senhoras, meninas e outros tipos de fêmeas e vou escrever isto como se fosse para um homem ou algo parecido. (Agora é aquela altura em que reclamas porque é que eu não mudo o texto a meio para o plural, isto já está caótico, por isso achas que posso fazer isso, mas não posso, já vais ver).
     Afinal posso! Uma rapariga também pode estar interessada numa rapariga, certo? Sim. Isto é um blog laico. Se calhar quando não é aplicado à palavra "Estado" não tem o mesmo sentido, mas isso agora não importa.
Imaginem que estão interessados por uma rapariga (se querem lutar por ela acrescentem pormenores, eu não vou lutar por ela, não tenho de me preocupar). Esperem... Vou voltar a tratar por tu. Apercebi-me de enormes falhas no meu raciocínio, e a principal é que estava a personalizar, não se pode fazer isso quando se quer fazer uma regra geral. Não ia funcionar, e depois vinhas para aqui dizer-me que o DIY não estava a resultar como no tutorial que eu tinha acabado de apresentar. Peço uma vez mais desculpa ao género feminino.
    Agora esqueçam isto tudo (escrevi tdo e o corrector automático corrigiu para Teixeira, não percebo). Ok, esqueçam isto tudo e vão lá lutar pelo que querem, e não estou a incentivar ninguém a bater em namorados de miúdas pelas quais estão interessados (plural!), nem a entra pelo escritório do patrão e começar ao tabefes com ele por um aumento (agora imaginei a cena do Fight Club em que o Norton bate nele próprio, eu sei que não tem nada a ver, xiu). Boa sorte com isso (também há sorte nisto de andar à porrada por coisas).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Caixinha

     Já deu para perceber que o ser humano não é feliz. Não é feliz nos dias de hoje. Como não sabe o que lhe faz falta para ser feliz vira-se para o desporto, porque o desporto consegue preencher aquela adrenalina que falta ao corpo, e não é só quando se pratica um deporto, é também quando se é um adepto fervoroso. Um adepto que viva a coisa mesmo a sério consegue sentir tanta adrenalina como o próprio atleta, só há um problema, essa adrenalina não é gasta, e é ai que o ser humano vai buscar o que realmente o faz feliz, a guerra.
     Desde sempre que o ser humano lutou, é uma coisa que lhe é natural, claro que isso já não é aceite nas novas sociedades ditas de racionais e civilizadas. Mas o ser humano está a ficar amorfo e sem as suas capacidades, e está a meter os seus instintos numa caixinha no mais profundo dos interiores, depois claro, não consegue arcar com as pequenas coisas da vida e fica miserável. 
     Não eram só as doenças que mantinham o nível humano na terra mais baixo, era também a guerra, morriam milhares (o que para a população da altura era muito). Hoje somos muitos, mas não valemos muitos, porque está cá tudo, ninguém é deixado para trás, e poucos se esforçam para valerem alguma coisa.
     Um dia quando formos atacados por extra terrestres vamos ser a civilização mais fácil de aniquilar que eles alguma vez encontraram e ficaram a perguntar-se como é que sobrevivemos tanto tempo. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Utopia dos Congelamentos

      Sou da opinião que todas as universidades deviam ser em sítios espectaculares. Um sitio que valha a pena ficar lá, aprender lá, ficar amazed by. Claro que tinha de se viver nessas universidades, nada de ir para a escola todos os dias em transportes chatos. Há vários exemplos bons para sítios bons para universidades, como no meio de uma floresta, debaixo de água, numa ilha isolada, no alto de uma montanha, no último andar de um arranha céus de uma grande cidade, num cruzeiro pelo mediterrâneo ou numa pequena aldeia fora dos grandes circuitos. Isto sim eram universidades que eu estaria disposto a pagar. Universidades em que os seus edifícios seriam espectaculares, com todas as condições, onde os professores não teriam preocupações com crises, sindicatos, congelamentos de carreira ou cortes no ordenado. As coisas teriam de ser diferentes, e gostaria de poder pensar que isto não é uma utopia.
      Aprender num sitio que nos fascina já é meio caminho andado para o sucesso.

domingo, 13 de novembro de 2011

Um Enterro Motivado

Então eu vou para a Finlândia e vão deixar de haver descontos no passe do metro? Eu ainda nem saí do pais e já estão a spoilar a cena toda? Eu queria voltar e ter aquela sensação de surpresa, mas eu tenho a certeza que não vai ser um desilusão total, eu sei que vou ser surpreendido, se não for fico muito triste. Têm cinco meses para mudar alguma coisa que eu vá notar em grande escala. Eu sei que neste pais não se faz nada em cinco meses, mas destruir é fácil (como já disse num post anterior, já muito antigo. Sim porque este blog vai fazer um ano este mês). Não estou a pedir para alcatroarem o pais, mas taparem os buracos da minha rua (que já não vai ser minha) já não era mau. Eu depois faço uma lista de desejos, as coisas que eu quero ver diferente quando voltar, tipo quando as mães vão ao supermercado e dizem "quando eu voltar quero esse quarto arrumado!", é isto. Cumprimentos à família da Fanny. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Demanda pelo Termo da Imperícia


Ser jovem é ficar acordado até tarde a não fazer nada de importante, e acordar tarde com muita coisa importante por fazer. Ser jovem é querer uma coisa com toda a força do nosso corpo, mas quando finalmente se tem, deixa de ter valor. Ser jovem é ter planos arriscados, mas depois vacilar nos momentos em que há realmente algo em risco. Ser jovem é ter opiniões fostes sobre tudo, e achar que se tem de opinar acerca de tudo, mas depois não se gostar de ouvir a opinião dos outros. Ser jovem é apaixonar-se sem questionar, mas também é julgar e criticar sem pensar. Ser jovem é deixar-se levar achando que se tem a vida nas mãos, mas negar-se a ouvir quem a quer proteger. Ser jovem é ter um futuro, mas ma maioria das vezes só pensar no presente. Ser jovem é ter todas as capacidades físicas, mas passar dias sentado. Ser jovem é não aproveitar o que o mundo lhes oferece, mas achar que o que se faz é liberdade. Ser jovem é não aproveitar a juventude, mas pensar que sim. 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Social

     Já fui pagar a segurança social. Não digo quanto foi, mas já não sou rico, por isso podem parar de me tentar agradar que já não há nada para vocês. Mas podem explicar-me porque é que se paga segurança social. Se eu abdicar do sistema nacional de saúde e da minha reforma já não preciso de pagar? Se for isso devia ser possível, porque eu nunca fico doente e com esta mudança constante da idade da reforma acho que nunca vou lá chegar. Mas decidi que nunca mais! Nem finanças nem segurança social, nem que para isso tenho que ser traficante de droga.
      Quando lá estava, para além de ter percebido que há poucos sítios mais deprimentes do que a segurança social (o centro de saúde é a coisa mais equivalente), percebi também que o crise do país é culpa minha, eram as minhas dívidas. Amanhã vamos deixar de ser aquilo que não pode ser prenunciado e que há um caixote para tal. 
      Já não tenho dívidas, mas também já não tenho férias. Cancelei a minha ida a qualquer festival que seja, e vou ter que repensar as minhas férias no Algarve (só porque não consigo não ser parvo). Jogar poker com os amigos também já não sei se dá, aquele euro vai custar muito a sair do bolso. Tenho uma máquina de filmar para comprar, por isso já não há mais gastos desnecessários. A partir de agora é só prazeres grátis ou pago por outros. 
      Não quero falar mais do assunto, dá-me um aperto no coração.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Asneiras

     Não vou comentar o acidente que houve com um cantor, mas acho que há uma injustiça no ar. Não digo qual é porque já vi por ai com cada post mais parvo sobre o acidente. As pessoas pensam que sabem tudo, e que se deve pagar pelos erros, e especulam mais do que os bolsistas. Vamos todos pegar nuns paus e vamos atrás dos jovens que conduzem, e vamos pegar fogo a todos eles que são o mal da sociedade!
      Somos todos iguais, todos já foram jovens, todos fizeram asneiras (eu não). Provavelmente não há maneira de mudar as coisas, os jovens são inconsequentes, pensam que têm o controlo de tudo (eu penso), e uma data de coisas que se pode apontar o dedo. Mas há um problema, que é a sociedade aceitar isso como normal, com o típico "são jovens, deixem-nos divertir enquanto podem", o que é das frases mais estúpidas de sempre, e como não quero entrar em combustão instantânea nada mais vou dizer sobre o assunto. 
       Tomar más decisões não ter a ver com ser jovem, tem a ver com carácter, e há pouca gente que o tem.

sábado, 28 de maio de 2011

IPs

     Eu vejo guerra nos blogs que por ai andam. Que perigo! Mas é só blogs femininos, certo? Assim não tem piada. Tenho de começar a comentar muitos blogs, mas se forma muito irónica, e a gozar com toda a gente, para ver se isto se torna mais divertido. Só há um problema, parece que esta gente começa a atacar a vida pessoal de cada um, e eu não tenho protecção nenhuma, até quase digo onde moro aqui no blog. Vá não digo directamente, mas se forem perspicazes (como eu, mas eu sei que não são, pouca gente é) conseguem perceber onde vivo, depois é só fazer-me uma espera à saída do metro (ui, mais uma pista).
     Mas pelo que tenho lido até fazem pesquisas de IPs, e muita técnica manhosa. Mas só pode ser com ajuda, tenho de arranjar amigos em informática, porque não acredito que essa senhoras dos blogs saibam pesquisar IPs (mas se calhar estou a ser uma coisa que não me lembro do nome). Ok, se eu quiser até sei arranjar forma se saber os IPs das pessoas que comentam o meu blog com o nome original de "anónimo", mas tenho tantos trabalhos para fazer.
     As pessoas são a maior piada de sempre (reality is the best comedy). Tenho de me divertir mais com elas. Adoro intrigas e coisinhas, é ai que se mostra o verdadeiro ser humano, e eu gozo, porque esse sou eu. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sacrifícios

     Houve um tempo em que foi pedido a outro povo, que não o português, sacrifícios. Foi pedido é um eufemismo, foi feito um acordo entre vários países do mundo para subjugar um país chamado Alemanha. Quase vinte anos depois, esta Alemanha subjugada ataque a Polónia. Como conseguiu Hitler isso? Criar na mente dos jovens que não estiveram presentes na primeira guerra mundial a ideia que os outros é que eram os maus? Claro que estes jovens ouviram aqueles pequeno homem de bigode, a Alemanha teve anos de miséria depois da primeira grande guerra, miséria que os mais novos não percebiam nem queriam aceitar, por isso partiram para a guerra.
     Bem que sei que Portugal não tem a capacidade de uma Alemanha (ou se calhar tem, não me batam), mas daqui a vários anos, os jovens já não vão perceber porque é que somos um país pobre, um país que faz sacrifícios, um país que todo o dinheiro que tem dá a outros para poder pagar uma divida contraida na altura em que estes jovens nasceram.
     Talvez daqui a vinte anos isto mude. Só espero que não seja é pelas mãos da guerra, política ou económica. Não estamos a ir pelo caminho certo, isso eu sei, mais não.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pôr Mesa

     O conceito de pôr a mesa não faz parte da minha vida. Acho que cada um deve ir buscar as suas coisas, se houver visitas até posso pensar pôr a mesa, mas normalmente só digo onde estão as coisas que podem muito bem ir buscar. Talvez um dia me transforme, como toda a população deste país, e comece a por a mesa, para mostrar aos meus filhos que sou responsável, tentar ensinar princípios apesar de não os ter. Uma hipocrisia total, as pessoas. Como a idade vai mudar muitas das pessoas que eu até hoje em dia respeito. Vão ser formatadas, reprogramadas. Penso nisto várias vezes.  

terça-feira, 17 de maio de 2011

Títulos

      Traduções de títulos de filmes é a maior estupidez de sempre, quem as faz deve achar que o povo português é burro. Eu sei que há títulos que não dá para traduzir à letra, mas podiam tentar fazer coisas melhores. Acho que nos livros também o fazem, às vezes. Também sei que há palavras que motivam um parte da população menos culta (sou horrível), mas palavras como "risco", "atracção", "velocidade" ou outras coisas do género já começam a fartar, e muitas vezes não tem nada a ver. 
     Era só isto.

sábado, 14 de maio de 2011

Pertença

     O sentimento de pertença é terrível para a formação de identidades, e cada vez mais se faz, e sem pensar que se está a fazer. Gostar por gostar, criticar por criticar. A formação de opiniões já não é, ou se calhar nunca foi, alheia à opinião dos que nos rodeiam. Todos querem ler as criticas para formar uma opinião, todos querem saber as bandas, filmes ou livros preferidos de não sei quem, para ser os seus também. Para festejar quando a banda preferida do não sei quantos vem tocar a Portugal, ou detestar a ultimo filme do Woody Allen e dizer que ele já não é o que era só porque leu numa revista, apesar de até ter gostado do filme.
     Há pessoas que só por me dizerem os filmes favoritos, eu já sei as bandas e os livros. Se gosta de ler, ou se gosta de filmes de acção, e a partir dai saber qual a música que gosta. Sei que agora já estou a entrar numa espécie de critica a tribos urbanas, mas não tenho nada contra estas, nem contra aqueles que as imitam (se calhar um bocadinho, raio dos fakers!). Mas passa-se qualquer coisa de diferente que devia ser analisado. O mundo anda baseado nos gostos pessoais de 50 pessoas que nos dizem o que é bom ou mau, até ser alternativo, já não o é. Ser alternativo já é estar dentro de uns gostos base que depois pode diferenciar nalguns aspectos, mas a base está lá toda.
     Eu sei que não estão a pensar nos exemplos certos, mas eu também não os vou dar, porque quem está a pensar que eu tenho razão, são os princiais alvos disto que escrevo, eu já os conheço. Até eu às vezes caio na tentação. Não escolher o que se gosta é bem mais fácil para nos integramos, e sentirmos que pertencemos a algo único.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pinguins

     Hoje pela primeira vez vi um enterro do caloiro. Aquilo não me entra de maneira nenhuma, eu já tinha percebido que tenho aversão aquilo, mas visto pelo lado de fora, ainda é mais deprimente.
      Têm de perceber que os caloiros são uma grande massa de entidade colectiva que acredita mesmo que aquilo é normal em sociedades civilizadas, e que acha que são imunes individualmente, porque afinal eles são um todo.
     Alguém que estava comigo dizia (e eu concordo plenamente) que são estes miúdos (e eu vou chamar miúdos só para ser mais fácil, já que eu não sou mais velho) são aqueles que no futuro se vão queixar dos patrões, que odeiam ser subjugados, e toda essa ordem de pensamentos. Mas são eles que aceitam vergar-se logo desde cedo, muito antes de entrarem no mercado de trabalho, e como é que vão ter credibilidade mais tarde para não o fazer?
     Uma coisa também bastante "gira" de verificar é a capacidade que têm de representar os seus papeis. Não têm a fatiota são seres nojentos que não podem abrir a boca, rir, falar ao telemóvel e nem sei se se podem coçar. No dia seguinte aparecem para servir na taberna já são seres dominantes que no ano a seguir podem gritar com os outros rastejantes, como se tivessem violência domestica reprimida, ou senão é a vontade de ser alguém prepotente, porque sentem que isso é o normal na sociedade actual.
       Bem já chega, mas quando arranjarem tradição académica que seja minimamente adulta e se deixarem de usar aquilo vestido (e não digam que aquilo fica bem), talvez eu pense no assunto.

sábado, 7 de maio de 2011

Tumblr

     Conhecem o Tumblr? Bem se não conhecem, aquilo é (supostamente) só gente bonita, com um grande coração e bom gosto, que vive num mundo mágico de amor e felicidade eterna (sorry tumblr lovers). Claro que posso estar enganado, e sou eu que só sigo (follow) pessoas desse género, e se isso acontece é porque eu também sou um deles, e que já foi lavado cerebralmente (brainwash). Não vou ser completamente injusto com o Tumblr (já que eu tenho uma conta e até "publico" alguma coisa) e vou dizer que às vezes até encontro coisas giras por lá, mas por outro lado sei que aquilo é quase tudo re-postado (reblog), mas eu não posso fazer um estudo mais profundo do tipo de utilizadores que existem. Sim, existem tipos de utilizadores.
     O que me deixa mais triste com o Tumblr é a criação de pessoas que não são reais (ahhhh, o escândalo). Ainda há aquela ideia do amor platónico que é completamente propagandeada no Tumblr, em que defendem o amor dos beijinhos, abraços e olhares amorosos. O Tumblr é a Disney (no sex, just the perfect kiss). O mundo já tem uma ideia estranha das relações humanas, mas anda a ficar cada vez pior. 
     Vá o Tumblr é querido.   

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Papel

     Ando a tratar de tanta papelada nos últimos dias. Já não posso ver papel. O ser humano ainda se baseia muito no papel para tudo. É papel para coisas da escola para assuntos burocráticos, é papel com coisas de disciplinas, é papel com coisas de médicos, é papel para erasmus, é papel com guiões, é papel com mails, é papel com bilhetes para viagens, e ainda há papel com coisas que não interessam nada.
     Ontem pensei que não podia ver mais aquele papel todo e peguei num dossier e comecei a furar folhas e a meter lá para dentro. Foi um alivio brutal apesar de ainda ter muita coisa de fora que não podia ser arrumada.
     Eu no fim do ano acabo por deitar dois terços de tudo fora. Há ali coisas que só servem para o momento, é raro haver papel que falha para a posteridade.
   Claro que papel foi o que mais veio comigo para o Algarve. Papel!

domingo, 10 de abril de 2011

Outros

     Por mais que o mundo esteja a desabar, o pais esteja a entrar numa crise terrível, ou nosso planeta esteja preste a ser sugado por uma força superior do universo, as pessoas vão sempre preocupar-se mais com os seus pequenos problemas. Ou é porque há uma miúda que não nos liga nenhuma, ou porque não fomos promovidos, ou é porque não temos dinheiro para comprar um máquina de lavar a loiça, ou o nosso filho tem piolhos. Tudo é mais importante do que as grandes questões. Porque as grandes questões assustam, e porque se acha que não há nada a fazer para mudar as coisas, por isso é mais fácil concentrar nos nossos problemas e feitos e deixar que os "outros" pensem no assunto. 
     Eu não tenho voz para criticar, eu faço o mesmo que qualquer um. Os meus problemas estão sempre à frente. Ás vezes ainda me dou ao trabalho de pensar no estado do pais, eu temo um pouco, mas depois acho que ainda falta muito para ter que me preocupar a sério, mas talvez não, talvez seja já para o mês que vem, eu não sei. Não sei o que vou fazer da minha vida, e mesmo que soubesse, não saberia como o alcançar. Mas ai está, isto já é outro problema pessoal, e não do mundo. 
     Devíamos estar todos preocupados com os problemas do mundo, e não com a economia, ou a política. O que interessa a crise económica e a crise política? Ás vezes penso que é tudo muito fácil de resolver, mas só não é resolvido por interesses pessoais, individuais. Talvez soe um bocadinho anarquista, mas não sou. Só estou triste com os meus míseros problemas pessoais, e pensar que há coisa superiores a isso deixam mais feliz, e com vontade de lutar.   

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cinco

Epa eu sigo vários blogs com a palavra "life" no nome. Confundo-me todo com eles. Não é uma critica, é mesmo um problema meu, eu vejo a palavra "life" e penso sempre que é tudo o mesmo. 

Acho que a crise que se sente no mundo nos últimos anos é culpa da mulher (agora só vou ficar com três leitores, porque o resto é mulher e vai ficar irritada, apesar de saber que eu estou sempre a dizer parvoíce). Vou passar a explicar. Se calhar nem preciso de explicar, vocês já perceberam porquê. Então é assim, só há crise porque as mulheres deixaram de ser donas de casa, se as mulheres continuassem a ser donas de casa havia mais emprego para os homens e andávamos todos mais felizes. Continuavam a poder votar e conduzir (apesar de não saberem fazer uma coisa nem outra), mas voltavam para a cozinha. Ok. Já parei. Isto é tudo a gozar, mas pensem lá no assunto, senhoras.

Ontem vi uma rapariga do Algarve aqui em Lisboa. Uma rapariga que até já achei interessante, até descobrir que só a casca era interessante. É uma parva. Continua a ser. Olhou-me de alto a baixo, fez um olhar de reconhecimento e seguiu caminho (não se preocupem que não esperava que me falasse, e ainda bem que não o fez, que o pior dela é quando abre a boca). Está com barriga de cerveja. Pena. Chama-se Patrícia (acho eu). Não gosto de Patrícias, mas não quero ofender ninguém, nem julgar pessoas pelo nome.

Na Terça andei em filmagens, e carreguei uma secretária (daquelas de metal, mas com tampo de madeira) oito andares, para cima e depois para baixo. Emagreci um quilo e ainda me doem os abdominais. Estou um fraquinho .

Já que vos pedi para imaginarem coisas, imaginem agora se tirássemos o frigorifico à humanidade. Havia pessoas que não duravam uma semana (apesar de aguentarmos trinta dias sem comer).

Está tudo.  

domingo, 3 de abril de 2011

Out

     Estão quase a chegar umas semanas do desespero e eu só me apetece desligar por uns tempos. Que cena. Cada vez mais quero ir para Erasmus, não que isto queira dizer que deixei de gostar de Lisboa, muito pelo contrário, mas as coisas estão diferentes. Isto também não quer dizer que queira o Algarve. É só porque as coisas em Lisboa no inicio eram tão fáceis, não havia apego, não havia compromissos, era fácil. Mas com o passar dos tempos começam-se a criar laços, começa-se a seleccionar as pessoas, já não somos só nós e uma cidade nova, agora há os outros. E é aqui que se estraga tudo, já precisamos das pessoas. Eu não gosto nada de precisar das pessoas (peço desculpa por dizer isto).
      Agora cheguei a um momento que talvez tenha de me afastar, os talvez sejam os outros que precisem de descansar de mim. Desligar um bocadinho das preocupações de um sitio, e começar de novo noutro. Eu sei que no futuro talvez não tenho oportunidade de fazer isto, mas já que agora tenho, prefiro afastar-me por uns tempos, a perder tudo para sempre. Assim percebo coisas e também consigo ver se os outros perceberam alguma coisa. Confuso? Talvez. Mas eu estou meio baralhado neste momento.

quarta-feira, 23 de março de 2011

The Dark Side

     Pára tudo! Eu não falei da lua, nem da primavera, nem desses assuntos todos que andaram para ai na moda nos blogs da moda (desculpem a repetição da palavra), mas tenho de falar do meu amigo Sócrates. O homem está com um ar desgastado, e até parece que pinta o cabelo. Eu gosto dele a sorrir e bem disposto, assim não voto nele (já estão a pensar que eu votei nele não estão?). 
    Como disse no outro dia, eu gosto que os maus vençam no fim, e assim não dá. O que era épico era o Sócrates concorrer outra vez e ganhar, era como se os Sith voltassem a dominar a galáxia. Ou o Voldemort a  vencer ao Harry Potter (desculpem o spoiler para quem não sabe). Ou o Sauron voltar a ter corpo. Sou curioso, é só isso. (peço mais uma vez desculpa se acharem que as minhas referências são demasiado geeks).
     Agora vou ali preparar um grupo de amigos para concorrer ao parlamento.

     (o Jónatas está a dar 3-0 ao Samuel, pediram para eu por isto aqui).