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domingo, 13 de novembro de 2011

Um Enterro Motivado

Então eu vou para a Finlândia e vão deixar de haver descontos no passe do metro? Eu ainda nem saí do pais e já estão a spoilar a cena toda? Eu queria voltar e ter aquela sensação de surpresa, mas eu tenho a certeza que não vai ser um desilusão total, eu sei que vou ser surpreendido, se não for fico muito triste. Têm cinco meses para mudar alguma coisa que eu vá notar em grande escala. Eu sei que neste pais não se faz nada em cinco meses, mas destruir é fácil (como já disse num post anterior, já muito antigo. Sim porque este blog vai fazer um ano este mês). Não estou a pedir para alcatroarem o pais, mas taparem os buracos da minha rua (que já não vai ser minha) já não era mau. Eu depois faço uma lista de desejos, as coisas que eu quero ver diferente quando voltar, tipo quando as mães vão ao supermercado e dizem "quando eu voltar quero esse quarto arrumado!", é isto. Cumprimentos à família da Fanny. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pipi

Ontem fui aos Santos (primeira vez), comi chouriço e carcaças. Foi o dia mais feliz da minha vida... Ah não espera, enganei-me no dia, também havia chouriço, mas não foi ontem. Gostei de ver Lisboa assim. Continua o bom trabalho.

Não devia fazer publicidade, que este é um blog contra isso, e contra lobbies. Mas acho que isto é satirizar algo que fiz: http://pipisemmeias.blogspot.com/2011/06/sonasol.html. Eu até gosto quando tenho importância. É isso e gelado da Hängen Dazs.

Bom resto de dia, e viva aos noivos.


(Ah e a minha freguesia GANHOU as MARCHAS!! E eu estava lá)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dias

Há dias melhores que outros (só porque há pessoas que dizem que mando indirectas).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pasteleira

     Quarta feira à noite, nada para fazer. O que é que os dois palhaços cá de casa decidem fazer? Ir até à Baixa de bicicleta. Até ai tudo bem, não é muito longe. Problema: só há uma bicicleta, e é uma pasteleira sem mudanças. Um conduz, o outro vai atrás, pela Almirante Reis abaixo. 
     Eu conduzi. Foi giro. Estranho no inicio levar com aqueles quilos a mais, mas até conseguia equilibrar bem, e era sempre a descer. O transito ajudou, já que não havia muito. Ao chegar à Baixa andamos por ali a passear, encontramos pessoas conhecidas (como é possível?) e decidimos ir até ao Cais do Sodré. Novamente a descer, sem problemas, e ainda fui a acelerar até ao IADE pela 24 de Julho (pelo meio ainda picamos com um senhor que ia noutra bicicleta, que ao sentir a nossa aproximação começou a pedalar mais, mas nós éramos um camião embalado, nada nos parava).  
     Real problema, subir. As pernas já não estavam frescas como no inicio, o equilíbrio é bem mais difícil quando se vai mais devagar e em esforço, estava completamente encharcado, e isto ainda a meio. Mas lá conseguimos, acho que fui às reservas de energia, mas fez-me bem. O truque é fazer a coisa por etapas, pequenas vitórias sabem sempre bem quando não há mais inspiração que isso. 
     As minhas pernas estão finas, acho que os anos de atletismo nunca me vão deixar ter dores nas pernas do esforço. Mas aquele banco...  

domingo, 3 de abril de 2011

Out

     Estão quase a chegar umas semanas do desespero e eu só me apetece desligar por uns tempos. Que cena. Cada vez mais quero ir para Erasmus, não que isto queira dizer que deixei de gostar de Lisboa, muito pelo contrário, mas as coisas estão diferentes. Isto também não quer dizer que queira o Algarve. É só porque as coisas em Lisboa no inicio eram tão fáceis, não havia apego, não havia compromissos, era fácil. Mas com o passar dos tempos começam-se a criar laços, começa-se a seleccionar as pessoas, já não somos só nós e uma cidade nova, agora há os outros. E é aqui que se estraga tudo, já precisamos das pessoas. Eu não gosto nada de precisar das pessoas (peço desculpa por dizer isto).
      Agora cheguei a um momento que talvez tenha de me afastar, os talvez sejam os outros que precisem de descansar de mim. Desligar um bocadinho das preocupações de um sitio, e começar de novo noutro. Eu sei que no futuro talvez não tenho oportunidade de fazer isto, mas já que agora tenho, prefiro afastar-me por uns tempos, a perder tudo para sempre. Assim percebo coisas e também consigo ver se os outros perceberam alguma coisa. Confuso? Talvez. Mas eu estou meio baralhado neste momento.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mix

     Eu encontro mais gente conhecida na rua em Lisboa do que quando ando no Algarve e conheço toda a gente que por lá vive (pelo menos é a ideia que as outras pessoas têm, já que me pergunta sempre se não conheço uma amiga que vive em Portimão). Mas também no Algarve está tudo sempre fechado em casa. 
     Sabiam que eu fujo das pessoas conhecidas? Se não sabiam, já sabem porque é que nunca me encontraram na rua, porque eu fugi quando reparei quem vinha lá. Se me encontraram na rua é porque eu estava distraído, ou é porque eu pensei que me ia conseguir safar rapidamente (fico tão feliz quando consigo). Sabem qual é o truque? É cumprimentar em andamento, quando é uma rapariga o segundo beijinho já é no ar, comigo a dois metros.
     "Este gajo é mesmo desagradável" estão vocês a pensar. Primeiro: tirem lá o gajo dessa frase. Segundo: sou sim. Mas hoje encontrei duas pessoas na rua e passei o resto da tarde com elas, coitadas. Elas que bem me tentavam mandar embora, mas eu melga, não largava. Para a próxima não convidem! Eu agora estou a dizer "sim" a muita coisa, não me convidem para ir ao Loft por favor.
     Bem vou ver Californication e comer Chipmix. Não me julguem.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ela é Única

     Ela é tão ingénua e bem comportada, afinal não se deita tarde. Parece sempre sorridente e alegre, tão simples. Acho que sofrer não faz o seu género, mas provavelmente já passou por muito. O seu brilho que mais parece um sorriso convidativo para nos divertirmos com ela, para nos deixar levar e ser feliz.
     Se calhar nunca espero muito de si, mas está sempre a surpreender-me, estou constantemente a descobrir coisas novas que me fazem sorrir e querer mais. Sempre que a vejo a afastar-se sei que vou ter saudades.
     Apaixonei-me, mas ela não me pertence, é de todos nós, porque ela é Lisboa, a cidade que adoro.

(este blog está a descer o nível a cada dia, preparem-se!)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Corrida 1

     Chaves? Tenho.
     Mp3? Tenho.
     Relógio? Hoje não preciso.
    Desço as escadas, meto os phones na cabeça, escolho a musica a reproduzir e começo a correr. Mal começo percebo que se calhar vou correr menos que o normal, não estou com grande paciência, tive um dia demasiado mole, gastei muita energia mental nos dias anteriores, talvez cincos voltas ao percurso habitual cheguem por hoje.
     Olho para uma rua na qual nunca me meti e tenho o primeiro pensamento maluco da noite: acho que vou por ali. Vou correndo, coisas novas aparecem à minha frente, assim parece mais fácil, sempre a mesma paisagem cansa, algo de novo estimula. Vejo vários homens do lixo, outras pessoas a vasculhar o lixo, olham para mim com um ar surpreso, eu percebo o olhar, afinal sou um gajo de t-shirt e calções com uns phones gigantes na cabeça a correr à uma da manhã.
     Vejo uma rua íngreme e decido ir por ela, quando chego ao fim percebo onde estou. Parece que afinal não andei muito apesar de todos os zig-zags, estou na Avenida Almirante Reis, depois da Portugália. Acho que não chega, e tenho a segunda decisão louca da noite: vou até ao marques. Atravesso a estrada e começo a subir a rua directamente à minha frente, não sei para onde vai, nem nunca fui por ali, mas o meu sentido de orientação diz-me que o sentido é aquele.
     Vou virando em ruas que não conheço, vejo mais pessoas a olhar para mim, vejo uma pastelaria, uma sex-shop e um web café abertos. No web café uma família aponta para mim entusiasticamente. Passo por umas prostitutas que me dirigem um piropo meio rasca e não percebo porque o fazem, afinal estou a correr, acho que dá para perceber que o meu interesse nelas é nulo. Penso que me estou a perder, mas sei para onde estou a ir, sigo-me pelos prédios mais altos que reconheço, como o Sheraton ou o edifício da PT, com o seu cubo gigante lá no alto.
  Vejo um edifício que reconheço, e percebo que estive a descer a rua de Santa Marta, aquilo é o edifício da Universidade Autónoma. Sei que já passei o marques, já estou quase a meio da Avenida da Liberdade. Neste momento podia ter havia mais uma ideia maluca, mas safei-me dela porque sei que preciso de energias para voltar para casa. Começo a subir a avenida, começa o caminho de volta, mas desta vez já não vou inventar, vou directo.
  Sei que quebrei a barreira. Aquela barreira entre o cansaço e o podia continuar a correr até ao infinito que nada mudava. Já estou a correr para o infinito. Estou a meio da Avenida Fontes Pereira de Melo, quando percebo isto e também percebo que a música já não está a dar há algum tempo. Passaram pelo menos vinte minutos. Meto a tocar outra vez.
  Correr parece fácil. Os meus tornozelos não acham o mesmo. Já passei o Saldanha, estou quase em casa. Como sempre fiz, começo a aumentar o ritmo no fim, há quem diga que é impossível, mas é a parte que eu mais gosto, ir ao fundo das forças e saber que ainda há uma réstia de energia para correr mais rápido. Estou a cem metros de casa, a música acaba outra vez, mais vinte minutos passaram.
  Estou dentro. Estou cansado, mas não estou esmagado pelo cansaço. Penso já no próximo objectivo. Água fria nas pernas, já sei o que a casa gasta, e preciso de me levantar de manhã sem dores. Acho que não as vou ter. Afinal corri com gosto.   

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tal Coiso Ano

Sinceramente não ligo nenhuma à passagem de ano. Nem gosto de passas. Champanhe nem se fala. Mas já que andam todos a falar da passagem de ano e a desejar coisas uns aos outros eu decidi fazer um post sobre o assunto. E é isto, até para o ano.

Vá ok. Este ano vou passar em Lisboa, pela primeira vez. Ainda não sei bem o que vai ser, mas não vou estar sozinho que era o que a minha mãe não queria (por mim passava a dormir, se eu me deita-se antes da meia noite). No dia seguinte vou trabalhar, parece que tenho coisas para entregar dia 3. Faculdade é isto (não gosto da palavra faculdade, escola é mais giro).

Tenho de comentar a publicidade que anda para ai a dar sobre o Algarve. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Reis da Noite

Ontem houve um jantar que me pareceu de turma num restaurante onde fui. (não vou dizer o nome do restaurante porque seria má publicidade). Aquilo parece que não começou bem, a mesa parecia meia vazia e eles só reclamavam uns com os outros sobre algo que não percebi. Cada vez que chegava alguém era uma comemoração. A mesa ia enchendo.
Todos comiam todos bebiam, parecia que nada podia parar aquela aparente alegria. Entre gritos a pedir mais cerveja e hinos da bebedeira (se o João quer ser cá da malta... ou mão direita é pénalti, é pénalti...) acho que nada de jeito se dizia naquela mesa. Havia riso e provocação, alguém sempre de pé, comer não era o essencial apesar daquilo se chamar "jantar".
Parece que o que toda a gente realmente queria era musica, não no sentido de ser enganado, mas no sentido literal. Parecia um coliseu romano mas substituam o pão por sangria. Estavam cegos, o mundo podia mudar naquele momento que para eles estava tudo bem.
Entre cantoria e dança a noite lá foi passando enquanto aqueles jovens cada vez mais se sentiam os reis e rainhas da noite, nada os podia parar. Havia risos e todos eram amigos, pelo menos assim parecia.
Entre fotos e cânticos universitários eu observava o restaurante a ficar vazio, até que o "DJ" acabou com aquilo, ninguém parecia muito preocupado, era quarta-feira, a noite acabava ali.
Na rua cada um seguiu o seu rumo, pensando nos momentos daquela noite, tentar perceber com que adjectivo defini-la. Eu simplesmente pensava: podia ter sido pior.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Algarve

Cada vez o Algarve me parece mais estranho. Cada vez sinto menos que pertenço aqui. Não digo que pertença a Lisboa, mas o Algarve cada vez parece mais distante e incapaz de me surpreender. Com isto não quero dizer que não tenho saudades das pessoas de cá, família e amigos (só para os amigos não dizerem que só disse família), claro que tenho saudades. Mas já só venho mesmo pela minha mãe e pelo meu pai. Se calhar estou a ser um bocado duro, e amanhã já não penso nada disto, mas quando cheguei cá, entrei no carro da minha mãe e comecei a olhar à volta enquanto percorríamos o caminho até casa é que percebi que o Algarve está sozinho. Não há ninguém, não há nada, com muita pena minha.

Lembro-e quando fui para Lisboa toda a gente me dizia que "aquilo" ia ser giro no inicio, mas passado uns meses ia ter muitas saudades do Algarve e da vida fácil ou contrário de Lisboa. Claro que eu duvidava. Nunca cheguei a ter saudades da minha vida no Algarve (até agora), adoro Lisboa, sinto me feliz em Lisboa (também o curso em que estou faz-me ser um bocado mais livre do que alguns dos meus amigos que também foram para Lisboa), identifico-me e não tenho medo de nada.
Sei que no Verão foi bom estar no Algarve, sair com os amigos, passear por todo lado, ar fresco, e até pensei que ia ser nessa altura que ia ser difícil voltar para Lisboa, que ia sentir a diferença. Claro que senti a diferença, muito mais do que no primeiro ano (era novidade weeeee), mas Lisboa tem os seus encantos que não me fizeram pensar segunda vez. Cada vez gosto mais de lá estar.

Mas também não acredito que Lisboa seja o meu destino. O meu local para sempre (nada é para sempre eu sei). Claro que vou ter sempre (lá está esta palavra) saudades do Algarve, e espero um dia ter saudades de Lisboa.