Já só penso no Verão. Talvez porque o Verão passado foi dos melhores que me lembro. Lembrar engana. Não gosto de lembrar. Não gosto de apertos. Não estou a ter um. Desde que estou cá que estou fechado a emoções extremas. Sou mais um analista do que me rodeia. E o que me rodeia não me provoca grande emoção. A última coisa que senti foi no final de uma série. Devo estar avariado. Como é que vim aqui parar? Era do Verão que estávamos a falar. Mas no Verão não há florestas como as que vi aqui. Os meus pés andavam sempre em musgo. Foi uma emoção pequena que tive aqui. Um perceber como a natureza é gigantesca. Foi pequena porque ainda conseguia ouvir carros lá ao fundo. Mas senti silêncio absoluto na Lapónia. Pela primeira vez. Foi das coisas mais belas que ouvi. Acho que não lhe posso chamar ouvir. E quebrar o silêncio com um grito. Lá estou eu a lembrar. Mas foi poderoso. Acho que destes momentos posso me lembrar. Não do Verão passado. Ai sim houve emoções. Amor. Aventura. Parvoíce. Decisões espontâneas. Risos. Mas lembrar engana. Só fica o que foi bom. Conduzir de madrugada. As respirações ofegantes. Comer pizza. Os banhos gelados. Comboios. O entrelaçar de dedos inesperado. Descobrir um local desconhecido sem medo. Os livros por ler. Beijar pele quente do Sol. Correr até a garganta doer. Não ter hora para dormir. Tudo junto não faz um Verão. Pedaços perdidos. Momentos que não voltam. Querer repetir sabendo que nada pode ser igual. Lembrar vai condicionar todas as acções seguintes. Vai criar expectativas. Vai estragar. Lembrar engana. Lembrar é bom. Já só penso no Verão.
Mostrar mensagens com a etiqueta momentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta momentos. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Lembrar
Etiquetas:
Algarve,
eu,
melancolia,
momentos,
pensamentos,
pessoas,
relações,
vontades
segunda-feira, 5 de março de 2012
Naiset
Musica do dia:
Hoje vi a mulher dos meus sonhos. Mulher é como quem diz rapariga. Aqui é normal ver mulheres bonitas, mas isso não chega, tem de haver algo mais. Não basta saltar à vista no meu deste multidão encasacada, em que é difícil ver como uma pessoa é no meio dos cachecóis e gorros que envolvem todos constantemente. Muitas saltam à vista, principalmente para quem não está habituado a pela branca (dizem que os humens do sul são atraidos por pele muito branca) e olhos e cabelos claros. E aqui há cabelo realmente claro, não é o loiro que se vê em Portugal.
Nada disto interessa porque a pessoa em questão é (era) morena, cabelo curto apanhado num carrapito. Olhos grandes e ao contrário do habitual azul acinzentado eram de um verde forte. Traços simples, sem maquilhagem e um piercing no lábio.
É raro as pessoas se olharem neste país, está cada um na sua. Ela olhou-me nos olhos durante uns 3 segundos, e conquistou-me. Nunca mais a vou ver, é melhor assim, vai continuar a ser perfeita na minha mente.
É raro as pessoas se olharem neste país, está cada um na sua. Ela olhou-me nos olhos durante uns 3 segundos, e conquistou-me. Nunca mais a vou ver, é melhor assim, vai continuar a ser perfeita na minha mente.
Etiquetas:
eu,
helsinquia,
momentos,
pensamentos
sábado, 31 de dezembro de 2011
Junho 2012
Quando voltar logo faço uma festa de ano novo. Agora vai haver uma quebra no space-time continuous e eu volto para o ano. Não temam que eu vou estar cá no meu dia preferido (12/12/12), nem que seja para por a data como título de um post aqui no blog, e também quero ver o fim do mundo, Portugal a ganhar o Europeu, e para um Verão cheio de sol e calor. Beijinhos
sábado, 24 de dezembro de 2011
XMS
O Natal é assim, quando menos se espera ele aparece.
Que tenham um melhor que o meu, mas acho que vai ser difícil.
Cumprimentos.
Que tenham um melhor que o meu, mas acho que vai ser difícil.
Cumprimentos.
Etiquetas:
momentos
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Relançar a Compreensão
Estou a passar uns momentos muito materialistas, por isso é que não tenho escrito muito. Escrever é da alma, do pensamento, é espiritual. Nada disso sou eu neste momento. Neste momento sou o que quero, o que preciso, tenho vontade de ter, mas sei que preciso de pensar no futuro, e eu não sou muito do futuro. Percebes o difícil que está a ser?
Estou material, mas tenho tido ideias para coisas, não as posso fazer porque depois não as vou poder acabar, por isso deixo-me ficar na minha, a passar cada dia isoladamente tentado não cometer erros. Não que me vá arrepender, porque eu tenho um principio, que é nunca me arrepender de nada. Não estou a falar de nada complicado, já disse que não consigo por agora, só estou a falar de dinheiro. Tão simples quanto isso, dinheiro.
Precisar de coisas, mas querer outras é uma constante. Não sou uma pessoa indecisa. Mas também não costumo ser precipitado, pensar mais do que uma vez nunca foi sinal de indecisão, é outra coisa qualquer, algo para me salvaguardar contra os tais arrependimentos. Isto agora podia ser mais profundo, se fosse aplicado a outra coisa, mas por agora é só dinheiro.
Etiquetas:
eu,
momentos,
pensamentos,
vontades
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A Idade não Aproveitável
Quando vejo uma coisa que é até aos 16 anos ainda penso "ah foi por pouco", depois apercebo-me que afinal já não é assim tão por pouco. Quando alguém fala de idades eu ainda penso que tenho dezoito, não digo que tenho dezoito, mas tenho aquela sensação, aquela sensação de quando alguém me diz que tem dezoito eu penso que tem a mesma idade que eu. Aquele sensação que quando há uma rapariga de 16 anos por perto eu ainda acho que é aceitável (já sei que não é assim tão longe, e a idade não interessa nada, mas não é disso que falo. Para não falar que uma miúda de 16 não devia envolver-se com ninguém, nem com rapazes da mesma idade nem mais velhos, porque só dá problemas), para mim tenho dezoito.
Agora perdi-me me pensamentos, mas não é por ai que quero ir. Isto é sobre um acampamento jovem que vi a publicidade, mas que era só para jovens até aos 16 anos, e eu achei que tinha perdido a oportunidade no Verão passado, mas depois pensei melhor e apercebi-me que não era só por um Verão que a coisa falhava. As coisas que são para 16 anos só são fixes uns anos mais tarde.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Bocadinho
Hoje apaixonei-me um bocadinho.
Passeava com pouco interesse pelo centro comercial Miguel Bombarda, no Porto, e entrei numa daqueles lojas que está dividida em partes por vários comerciantes, e fui directo para a parte dos livros, sem reparar em ninguém. Peguei num livro do Sedarias, que estava virado de frente como se fosse recomendação, e comecei a ler um capítulo ao calhas e percebi que não havia ligação entre os capítulos, gostei do que li. Dois euros e noventa e nove. Fui pagar.
Mal olho para o balcão vejo um sorriso, não sei dizer se era uma mulher ou uma rapariga. Podia ter 25 ou 30, não sei dizer, é aquilo tipo de mulher que, ou é nova e parece mais velha ou é mais velha do que aquilo que parece. Achei-a engraçada, não era especialmente bonita, mas tinha qualquer coisa de diferente. Quando me despedi ela sorriu outra vez, e percebi o que era, era o sorriso. Foi ai que me apaixonei um bocadinho. Mulheres bonitas a sorrir.
Já passou. Já nem me lembro bem dela. Foi só no momento. E tenho um livro novo para ler.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Voz Alta
Estive a ler para os meus irmãos, o meu pai estava cansado e eu peguei no livro e ofereci-me para ler, ainda por cima é uma coisa que gosto (e é meu): Harry Potter e a Câmara dos Segredos. Não estou habituado a ler tanto tempo em voz alta, cansa e seca a garganta, não tinha noção. Mas foi giro, acho que deve ter sido dos últimos livros que o meu pai me leu, que eu lembro-me de já ter lido o terceiro sozinho (sim eu não li os Potter nos anos dois mil, eu li quando saíram).
Ainda eu ia na segunda página, quando o meu irmão mais novo (que tem um nome começado por A) me interrompe e diz: "David, podes ler mais devagar?". E eu apercebo-me que estava a ler como se fosse para mim, que falha, pedi desculpa e tentei ler mais devagar. Mas é difícil, principalmente quando me entusiasmo, ou quando são diálogos. Mas correu bem, foram vinte e tal páginas que passaram normalmente, não era um capítulo propriamente dos mais interessantes.
No fim eu disse: "O pai é melhor não é?", o mais velho (que tem um nome começado por P): Não, é diferente. O mais novo: "Lês é mais depressa, o pai parece que vai a adormecer". Rimos e eu vim embora.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Rosas
Hoje até parecia que não tinha nada para fazer, até pintei umas rosas (já não pintava há uns dois anos). Claro que fiz isto porque o Samuel é um aldrabão, mais não digo.
Etiquetas:
momentos
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Pasteleira
Quarta feira à noite, nada para fazer. O que é que os dois palhaços cá de casa decidem fazer? Ir até à Baixa de bicicleta. Até ai tudo bem, não é muito longe. Problema: só há uma bicicleta, e é uma pasteleira sem mudanças. Um conduz, o outro vai atrás, pela Almirante Reis abaixo.
Eu conduzi. Foi giro. Estranho no inicio levar com aqueles quilos a mais, mas até conseguia equilibrar bem, e era sempre a descer. O transito ajudou, já que não havia muito. Ao chegar à Baixa andamos por ali a passear, encontramos pessoas conhecidas (como é possível?) e decidimos ir até ao Cais do Sodré. Novamente a descer, sem problemas, e ainda fui a acelerar até ao IADE pela 24 de Julho (pelo meio ainda picamos com um senhor que ia noutra bicicleta, que ao sentir a nossa aproximação começou a pedalar mais, mas nós éramos um camião embalado, nada nos parava).
Real problema, subir. As pernas já não estavam frescas como no inicio, o equilíbrio é bem mais difícil quando se vai mais devagar e em esforço, estava completamente encharcado, e isto ainda a meio. Mas lá conseguimos, acho que fui às reservas de energia, mas fez-me bem. O truque é fazer a coisa por etapas, pequenas vitórias sabem sempre bem quando não há mais inspiração que isso.
As minhas pernas estão finas, acho que os anos de atletismo nunca me vão deixar ter dores nas pernas do esforço. Mas aquele banco...
terça-feira, 17 de maio de 2011
Passado
Ontem o passado passou-me à frente e eu escondi-me, sou um menino. Se há coisa que não gosto é de ter de falar com o passado, o passado de há dez, ou de há cinco, há sempre aquela coisa estranha em volta. Mas ontem consegui esconder-me, ou então o passado fez que não me viu (mas eu também fazia que não via alguém que acabou de saltar para o meio de um arbusto). A cena do arbusto é mentira, estava simplesmente à espera do metro, o passado estava lá dentro e eu mudei-me para a porta do lado antes do metro parar.
Este passado até não era nada importante, nem intimo, mas é daqueles que mete muita pergunta e sorrisos falsos. Aborrecia-me. Podem criticar à vontade, mas não há paciência, e ainda por cima era S. Sebastião, se fosse noutra estação era só cumprimentar, entrar e eu seguia a minha vida. Mas o raio do passado apanhou-me em S. Sebastião! (para quem não sabe, nesta estação o metro fica parado durante uns cinco minutos, porque é estação terminal e é o mesmo metro que chega que vai). Fiz bem em fugir.
sábado, 14 de maio de 2011
Código
Hoje houve um grupo de jovens que ficou muito feliz por ver o meu código do cartão multibanco enquanto eu pagava no supermercado, principalmente a rapariga (que me parecia mais nova), que até andou a dizer o código aos outros ao ouvido. Mas ficou um bocado nervosa quando eu olhei para eles, ficaram todos muito sérios (acho que pensavam que eu não estava a ouvir, já que estava de fones), mas depois eu sorri e eles começaram todos a rir.
Quando era criança achava estranho a minha mãe não tapar o código, ou não olhar à volta para ver se havia alguém a ver, mas depois comecei a perceber que eu também não ligava muito a isso, principalmente desde que tenho cartão. Que podem fazer? Roubar-me o cartão à saída do supermercado? Acho que não.
Só comprei fruta e líquidos. Depois foi fazer batidos o dia todo, vá estou a exagerar, fiz um, mas estava brutal. Iogurte de melão com banana e leite. Deve dar para nos alimentar só de batidos, tenho quase a certeza.
quarta-feira, 23 de março de 2011
The Dark Side
Pára tudo! Eu não falei da lua, nem da primavera, nem desses assuntos todos que andaram para ai na moda nos blogs da moda (desculpem a repetição da palavra), mas tenho de falar do meu amigo Sócrates. O homem está com um ar desgastado, e até parece que pinta o cabelo. Eu gosto dele a sorrir e bem disposto, assim não voto nele (já estão a pensar que eu votei nele não estão?).
Como disse no outro dia, eu gosto que os maus vençam no fim, e assim não dá. O que era épico era o Sócrates concorrer outra vez e ganhar, era como se os Sith voltassem a dominar a galáxia. Ou o Voldemort a vencer ao Harry Potter (desculpem o spoiler para quem não sabe). Ou o Sauron voltar a ter corpo. Sou curioso, é só isso. (peço mais uma vez desculpa se acharem que as minhas referências são demasiado geeks).
Agora vou ali preparar um grupo de amigos para concorrer ao parlamento.
(o Jónatas está a dar 3-0 ao Samuel, pediram para eu por isto aqui).
sexta-feira, 11 de março de 2011
101
Vieram ter ao meu blog a partir disto: a mudança de uma vida sim com passaport. Acho que a partir daqui mais nada interessa. O meu objectivo foi alcançado. Não interessa bem qual era, mas podia muito bem ser este, ou ser presidente dos EUA (mas acho que já não dá).
Fui ao cinema hoje e vou fazer uma critica cinematográfica. Estava a brincar. É só para dizer que me apaixonei (mais um bocadinho) pela Emily Blunt. Mas acho que ela já não está ao meu alcance, ainda por cima andou enrolada com o Jason Bourne, se eu fosse ela já não queria outra coisa. Adiante.
Nas ultimas horas (vinte talvez) não me tenho permitido parar (coisa que estou a fazer agora, para além de ter dormido). Ontem fui ao supermercado comprar coisas para fazer um bolo e foi o que fiz até ao jantar. Depois de jantar sai e fui jogar bowling com pessoas reais. Cheguei a casa fui quase logo dormir. Hoje levanto-me às seis e tal e fui para uma aula de três horas da qual sai para ir até ao Campo Pequeno inscrever-me num concurso. Aproveitei que ali estava e acabei por ir ao cinema com o Jónatas (vocês sabem quem é). Agora estou em casa e vou fazer uma asneira qualquer. Boa Noite.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Sexta
Então não é que eu já tinha um post escrito para publicar e não sei o que aconteceu ao raio do bicho! E era para ontem. Sobre um selo que me deram, coisa que não percebo grande coisa. Parece que fica para amanhã. Agora desejo uma boa noite a todos e que tenham uma bela sexta feira. E como quase todo o simples mortal eu adoro a sexta feira.
Ah e ontem fiz sopa de pimentos vermelhos. Só digo: Picante!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Bolo D'Ouro
Então Carina (nome fictício) o que é o poker? "É uma espécie de qualquer coisa".
Esta se não for a frase do ano é pelo menos do mês. Aqui em casa somos todos muito felizes. Uns tocam saxofone e martelam, outros estudam anatomia, um não se sabe bem o que faz e o outra anda metido em coisas que não me parece que tenham grande futuro.
Hoje eu e o gajo que toca saxofone fizemos um bolo. Está bom. Está douradinho. Hoje a Carina vai trazer uma amiga cá para jantar e provavelmente dormir. Acho que vamos ter de esconder o bolo, senão ela ainda pensa que fizemos o bolo para ela. Outro truque é comer metade do bolo, assim já não parece feito de propósito, não quero que venham cá pessoas e pensem que nós somos bons anfitriões, senão estão sempre cá metidos.
A coisa mais chata de receber cá pessoas é não termos sala, e depois tem tudo a mania de vir para o meu quarto porque eu tenho sofá. Vá eu não me importo muito, porque eu quando estou farto mando embora, sem rodeios. "Fora". Mas hoje não vem para aqui ninguém, hoje ficamos na cozinha a olhar uns para os outros. Talvez a jogar às cartas. Ah! E vou fazer um grande jantar só para fazer inveja.
Sou ou não sou ruim?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Está Sujo
Não gosto muito de limpar a cozinha ou a casa de banho. Alguém gostará? Talvez. Mas sou daqueles que muitas vezes não quer fazer uma coisa, mas quando começa até aguenta bem, e às vezes até acaba por gostar do que está a fazer. (Já deu para perceber que hoje foi dia de limpezas?)
Aquilo do Bang até funciona, vá mais ou menos, o sujo tem de ir para algum lado, não desaparece claro. Mas aquilo não cheira nada bem. É assim uma coisa acida que nos entra pelo nariz a dentro e parece que nos vai consumir o cérebro. Não é bem consumir, é mais mudar o seu estado solido para líquido. Bem, há vários produtos de limpeza que parece que fazem isso. É que nem uso lixívia, tenho medo! Aquilo parece uma arma de destruição maciça.
Acho que estou preparado para enfrentar o mundo real! O próximo é mudar fraldas.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
"Colgate"
A pedido de muitas famílias e porque hoje é quarta, vou publicar uns escritos que datam do dia onze de Novembro de 2010, a que na altura chamei "Colgate". Peço desculpa a quem já conhece, mas também não obrigo ninguém a ler outra vez.
Eu não sei comprar pasta de dentes. Eu não sei comprar pasta de dentes, muito menos numa superfície comercial como o Continente do Colombo. Isto acontece, porque quando se chega ao corredor da chamada higiene oral, existem, primeiro: um número de marcas que deve encher ambas as nossas mãos. Segundo: eu queria Colgate (que no Brasil se diz como se lê, o que parece estúpido), e consegui contar 20 (vinte!) géneros de pastas de dentes, que vais desde o “Fresh”, ao “Branqueador”, ao “Sensitive” e ao “Total” e mais pelo menos uma dezena deles. Terceiro: os preços tem alguma coisa a ver com a qualidade, é que dentro da Colgate há vários preços diferentes, não sei é o porquê. Pela que diz “New” até percebo que seja mais cara, mas que relação têm os preços das outras com a pasta em si, as mais caras são melhores? As mais baratas leva ingredientes de menor qualidade?
Bem tive quase dez minutos a olhar para aquilo, enquanto as pessoas à minha volta mudavam (devia ter perguntado a uma como é que aquilo se fazia), e conseguiam chegar ali e pegar numa pasta e ir embora em coisa de segundos, enquanto eu pegava numa, em duas, em três, acho que até tive quatro na mão (!!) que voltei a colocar na prateleira um bocado em desespero. Nesta altura tentei arranjar uma maneira de “botar fora”, mais caras: fora, sabores que pareciam esquisitos (como anti-tartaro): fora, design fraquinho: fora, géneros que não percebia o que eram: fora, até que comecei a ficar com menos hipóteses, mas ainda não estava feliz porque me parecia que ia fazer uma escolha errada. Bem depois deste processo todo acabei por trazer o “Branqueador”, porque sim, vá até tinha um preço razoável (uma roubalheira para pasta de dentes) e até tinha uma embalagem engraçada (apesar de neste aspecto a nova da Colgate era muito mais apelativa e quase ganhou, só perdeu pelo preço).
Resumindo, cheguei a casa e não gosto do sabor... Até ao final da minha vida vou tentar experimentar todos, mas já vou atrasado, tenho pelo menos uma dezena para testar.
Uma coisa à parte: Sou só eu que fico sempre à espera que sai uma bula (quem não sabe o que é que pesquise!) de dentro daquelas caixas onde estão as pastas de dentes?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Há um Limite
Armei-me eu louco (mais que o normal) e fui correr pela primeira vez desde que estou em Lisboa.
Primeiro pensamento: isto afinal ainda é fácil! Segundo pensamento: acho que este ritmo não é bom... Terceiro pensamento: David respira!
Dor.
Dor no peito.
Dor de cabeça.
Dor de burro.
Músculos a tentar perceber o que estava a acontecer.
Respiração pesada.
Pés confusos com aquele movimento.
Água a brotar por todo o lado.
Sentia cada batida do coração cada vez mais rápido.
Sabia que não podia parar, tinha de estabelecer um limite. Tinha de me lembrar que ainda havia o caminho todo de volta. Limite estabelecido torna tudo mais fácil. Quando chego ao limite quero parar, sei que não posso porque depois fica tudo mais difícil, dou a volta e continuo até casa. Aumento o ritmo no final para sentir a brisa. A minha auto-estima está em baixo, mas pelo menos sei que ainda consigo, tenho de continuar, não me deu a dor que eu mais temia, pelo menos até agora.
Corri vinte minutos, o ritmo não era definitivamente aquele. Tenho de aprender outra vez.
Preciso de uma sapatilhas melhores.
Preciso de uma sapatilhas melhores.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


