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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Último

Último fim de semana. Alegrias e tristezas. Uns choram outros estão satisfeitos por voltar a casa. Eu não choro. Eu só penso em voltar. Tantas coisas que quero fazer. Parecem muitas coisas para fazer. Na realidade serão feitas quase todas numa semana. Depois vai ser a lamentar por já estar de volta. Já me conheço. Vou esquecer claro. Agora imagino como vou aproveitar estas férias. Como vou fazer tanta coisa. Como ainda há tanto para explorar no mundo. Mas vai haver várias semanas em casa sem nada fazer. Já me conheço. Três meses sem aulas. Três. Vai haver bola. Cinema. Bicicleta. Passeios. Piscina. Playstation. As horas e os dias vão deixar de fazer sentido. Sábado e Quarta são o mesmo dia. Será o meu último Verão assim? Gostaria de pensar que é um Verão sem preocupações. Mas há. Vivo num país que parece que se está a afundar. Vou voltar para este país. Mas só quero voltar. Ainda faltam quatro dias e já tenho as malas praticamente prontas. Já não gasto dinheiro em nada. Parece aquela última hora antes de sair de casa. Já falta tão pouco que já não vale a pena fazer nada. Não é bem assim. Eu sou assim. Já me conheço.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Lembrar

Já só penso no Verão. Talvez porque o Verão passado foi dos melhores que me lembro. Lembrar engana. Não gosto de lembrar. Não gosto de apertos. Não estou a ter um. Desde que estou cá que estou fechado a emoções extremas. Sou mais um analista do que me rodeia. E o que me rodeia não me provoca grande emoção. A última coisa que senti foi no final de uma série. Devo estar avariado. Como é que vim aqui parar? Era do Verão que estávamos a falar. Mas no Verão não há florestas como as que vi aqui. Os meus pés andavam sempre em musgo. Foi uma emoção pequena que tive aqui. Um perceber como a natureza é gigantesca. Foi pequena porque ainda conseguia ouvir carros lá ao fundo. Mas senti silêncio absoluto na Lapónia. Pela primeira vez. Foi das coisas mais belas que ouvi. Acho que não lhe posso chamar ouvir. E quebrar o silêncio com um grito. Lá estou eu a lembrar. Mas foi poderoso. Acho que destes momentos posso me lembrar. Não do Verão passado. Ai sim houve emoções. Amor. Aventura. Parvoíce. Decisões espontâneas. Risos. Mas lembrar engana. Só fica o que foi bom. Conduzir de madrugada. As respirações ofegantes. Comer pizza. Os banhos gelados. Comboios. O entrelaçar de dedos inesperado. Descobrir um local desconhecido sem medo. Os livros por ler. Beijar pele quente do Sol. Correr até a garganta doer. Não ter hora para dormir. Tudo junto não faz um Verão. Pedaços perdidos. Momentos que não voltam. Querer repetir sabendo que nada pode ser igual. Lembrar vai condicionar todas as acções seguintes. Vai criar expectativas. Vai estragar. Lembrar engana. Lembrar é bom. Já só penso no Verão.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sol

Quando o Sol começa a nascer às 4 da manhã deixamos de ter a noção da realidade outra vez. Todas as manhãs acordo com o Sol a bater-me na cara, um Sol tão claro e branco que doí (dizer claro e branco na mesma frase pode parecer que não faz sentido mas faz, o Sol podia ser verde e claro). Não há cortinas. O pensamento é sempre de que só falta um mês e que não vale a pena comprar mais nada. Acho que vou dar em maluco com este Sol. O meio termo acabou, e passou rápido.

Lembro-me do nascer do Sol em Vale Judeu no Verão. Por volta das seis da manhã, ouvem-se os passarinhos e dá para ver o mar lá ao fundo. Ainda há aquele fresco da manhã que tu aproveitas ao máximo porque já sabes que o resto do dia vai ser só transpirar. Tens aqueles pensamentos sobre a insignificância da espécie humana. Metes os pés na piscina e sentes a água ainda fria da noite e começas a imaginar a banda sonora para aquele momento. Sorris porque começas a pensar em ti a pensar, e parece que estás fora de ti. Olhas em volta uma última vez, e vais para a cama. É Verão.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

2006

     Estou muito bem a ver um filme e quem é que aparece como personagem secundária? Exacto, a Jennifer Lawrence. Não há problema, está tudo bem.

     Dito isto... Hoje recebi um mail da Google a dizer "blablabla estamos muito interessados em que faça parte da nossa equipa...", ok, é mentira. O mail era sobre um suposto blog que não estava ligado à minha conta e que por isso ia ser eliminado quando eles mudassem o protocolo blablabla. E não é que o blog é mesmo meu?! Estava perdido nos confins da minha memória, acho que o devo ter esquecido no dia que o criei, porque só tinha um post e parecia mesmo um daqueles blogs dos anos dois mil, igual a um milhão deles. Na info dizia "15 anos e a estudar Artes Visuais". Que choque, foi como ser puxado para um universo novo, um universo que supostamente eu vivi, mas que nada me lembro. 
     2006. Quem é que se lembra de 2006? Lembro-me de 2007 e lembro-me de 2005, mas 2006 é uma mancha negra, sei que entrei para o secundário (como é possível eu não me lembrar disso?!), e acho que foi o ano em que tudo podia ter mudado na minha vida (não para melhor), não sei explicar melhor que isto. Estão a aparecer coisas... Espera! Que porcaria de ano.

      Bem... Vou procurar mais um filme com a Jennifer.  

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Hunger


    Hunger Games opinião 32457 (é mais, mas vamos mandar por baixo): primeiro de tudo, com tanta conversa sobre o filme e sobre a sua actriz principal que acho que me apaixonei por ela. Tem um bocadinho cara de bolacha, mas parece uma pessoa divertida, e finalmente começo a ter idade das pessoas famosas de Hollywood! 
     Depois tenho de dizer que gostei mais do filme (escândalo?). Por três razões distintas: primeira mais técnica que é a maneira como está filmado agrada-me; segunda mais ligada ao livro em que no qual se lê os pensamentos da protagonista que são uma seca; terceira é a mais pessoal e é claro porque estou apaixonado pela actriz como já disse anteriormente. 
      Agora provavelmente vai haver mais dois filmes, e já não vai ser com o mesmo realizador. Este, tal como eu, é inteligente, e percebeu que nem sendo o melhor realizador do mundo se safava com a parvoeira que são os dois próximos volumes. Ala que se faz tarde, pensou ele e muito bem.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Falta


Como ser humano que (mais ou menos) sou sinto falta de certas coisas. Não sou muito dado a sentir falta, porque sou rápido a substituir tudo (coitado do Woody), mas aqui ainda há coisas para as quais não encontrei solução e para as quais já não vou encontrar. 

Jogar à bola. Se há coisa que não sou especialmente bom mas que gosto muito é de jogar à bola com o pessoal em Vale Judeu. Quando estou em Lisboa também não jogo, mas às vezes sempre dá para apanhar um jogo quando vou ao Algarve ou arranja-se alguém em Lisboa para jogar.

Fnac. Sei que a Fnac já não é o que foi um dia, cada vez é mais comercial e está a vender-se à sociedade portuguesa, mas sinto falta de um sitio onde têm de tudo o que gosto no mesmo local. Livros, música e filmes. Ai as horas passadas na Fnac.

Andar de bicicleta à noite por Lisboa. Podia dizer andar de bicicleta no geral, mas a especificidade aqui tem uma razão, andar em Lisboa à noite sem preocupações é das melhores coisas da cidade. E Lisboa às três da manhã é do melhor que há.

Frango no churrasco. Nunca dei muita importância ao frango no churrasco, não o considero uma comida favorita, e quando me perguntam o que quero comer, provavelmente nunca me vem à ideia. Mas é uma coisa que não se encontra aqui, e não dá para fazer em casa (não digam que dá).

Conduzir. Quem me conhece sabe que adoro conduzir. Quem já viajou comigo de carro sabe que não me importo de estar ao volante a viagem inteira. Não gosto de transito, isso não, eu estou a falar de conduzir de mente aberta a ouvir boa músia e com um local distante como objectivo. Ou apenas ir até ao campo de futebol.

Vídeo jogos. Como posso não sentir falta disto? Sou um jovem do sexo masculino, e só há duas coisas que um jovem do sexo masculino quer fazer. Jogar e... comer pizza (vá não pensem mais nisso).

Botão


     Se houvesse um botão de reset usavas? Um botão para apagar todas as relações humanas que criaste até hoje. Não conhecias ninguém e ninguém te conhecia, completamente novo e sem nenhum peso ou bagagem emocional. E claro que não sabias que o tinhas usado, para não haver arrependimentos nem nostalgias de algo que nem tu terias memória de que aconteceu. Ainda tinhas a tua vida, nada no teu quotidiano mudava, mas todas as pessoas seriam novas e tu também serias novidade para o mundo.
     Provavelmente pouca gente usava. Por mais que se achem livres há sempre conexões que alguns não querem perder. Pessoas que achamos que não há igual no mundo. Amigos. Família. Colegas. Há pessoas importantes na vida de todos, mesmo nas vidas mais miseráveis. Para alguns mudar de bairro já é difícil.

     (resto do texto foi eliminado por razões editoriais alheias ao autor)

domingo, 8 de abril de 2012

Kiitos

     Estava a pensar num post mesmo divertido (como costumam ser as coisas que escrevo às cinco da manhã), mas como tinha demasiada ironia deixei de pensar nele. E porquê? Porque eu já tenho pouca gente que lê isto. Menos pessoas isto perdia o sentido.
     Sim porque eu faço isto para as massas lerem (o arroz pode ler também, mas a massa é que é de letras! Damm! Eu sou tão engraçado), quem é que tem um blog que não é para as pessoas lerem? Isso seria parvo. Para isso escrevem num pequeno caderninho que guardam num bauzinho com um cadeadozinho daqueles que dá para abrir com um palito.

     Bem... Mas não tenho escrito muito porque tenho estado muito ocupado com o meu mapa. O mapa onde assinalo onde já plantei a bandeira! Bamm! Não perceberam? Oh... Também não é verdade. Mas há sempre a piada das canadianas, e essa eu sei que percebem e nem preciso de dizer mais nada.
     Mas uma coisa já aprendi aqui, os povos do sul são os mais puritanos de todos, o que não está de acordo com a ideia que o mundo tem. Somos povos velhos e cansados.

    Aguardem!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tekniikka

     Provavelmente este texto vai ser toda uma nova parvoice, porque tal como todos adoram, eu vou falar de um assunto sobre o qual eu não sei nada (sim, os posts minimamente interssantes acabaram, só se acharem giro um texto sobre a minha luta interior para tentar explicar uma coisa sobre a qual nada sei).
      O mundo está visivelmente virado do avesso. Economicamente principalmente (mente mente). Claro que também há problemas políticos, mas claro que as pessoas só reparam nisso quando os problemas também são economicos. (Já estão a ver que peguei num tema que, pelo que já viram deste blog, não sou especialista, sou um simples leigo). Todos andam preocupados, todos reclamam, todos tem algo a dizer. O que salva isto é a liga de futebol que parece que até está interessante este ano, e isso é mais importante que tudo em Portugal. (O resto do mundo anda distraido com o Kony).
     Mas... (Aqui vai o momento chave disto). A solução não é economica, a solução é tecnologica. Se pensarem bem, e comigo, vão perceber que as grandes mudanças no mundo foram devido a tecnologia. O ser humano tem evoluido de acordo com as tecnologias que descobre, claro que houve revoluções políticas, mas foram sempre as novas tecnologias que definiram o rumo do ser humano. As pessoas esquecem isto facilmente. (Acho que me repeti um bocado).
     Deixem-se disso que andam para ai a fazer e descubram uma coisa nova de jeito rápido. Algo que vá mudar o paradigma actual (nem sei o que estou para aqui a dizer), uma revolução tecnologica.
      E isso ou isto tudo deixar de funcionar.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Naiset

Musica do dia:






     Hoje vi a mulher dos meus sonhos. Mulher é como quem diz rapariga. Aqui é normal ver mulheres bonitas, mas isso não chega, tem de haver algo mais. Não basta saltar à vista no meu deste multidão encasacada, em que é difícil ver como uma pessoa é no meio dos cachecóis e gorros que envolvem todos constantemente. Muitas saltam à vista, principalmente para quem não está habituado a pela branca (dizem que os humens do sul são atraidos por pele muito branca) e olhos e cabelos claros. E aqui há cabelo realmente claro, não é o loiro que se vê em Portugal.
     Nada disto interessa porque a pessoa em questão é (era) morena, cabelo curto apanhado num carrapito. Olhos grandes e ao contrário do habitual azul acinzentado eram de um verde forte. Traços simples, sem maquilhagem e um piercing no lábio. 
      É raro as pessoas se olharem neste país, está cada um na sua. Ela olhou-me nos olhos durante uns 3 segundos, e conquistou-me. Nunca mais a vou ver, é melhor assim, vai continuar a ser perfeita na minha mente.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tuoda

     É algo comum dizerem que devemos lutar pelo que queremos. Não te preocupes, não vou falar de nada que quero, e também não quero nada de especifico neste momento, para além de um futuro maravilhoso, mas isso é muito pouco especifico e uma coisa que é preciso é especificidade. Não basta pensar... Ok, não quero ser acusado de ser um machista elitista desenfreado, por isso não vou dar exemplos. Mas pensem numa coisa que queiram muito, agora consegues perceber que é possível acrescentar pormenores a isso, certo? As coisas só se realizam de meteres pormenores, se não meteres então qualquer coisa serve.
     Bem mas já estou a fugir ao tema, como acontece sempre quando escrevo a esta velocidade. Bem rápido ficas a saber. Acho que conseguia escrever um livro numa noite se me deixasse levar por esta minha sofreguidão, claro que não ia fazer muito sentido e provavelmente não iria ter ponta por onde se pudesse pegar. Estás a ver? A fugir outra vez. Vamos voltar ao tema: lutar pelo que se quer.
     Lutar pelo que se quer só dá desgostos. Devo parar aqui? Já não concordas comigo eu sei, mas acredita eu sei mais sobre o ser humano do que aparento, e posso garantir que a probabilidade de desgosto é maior do que a de sucesso. Claro que há sempre aquela balela do "pelo menos tentei!" dita com uma cara de orgulho de mármore a rachar, onde já é possível ver a água prestes a verter pelas rachas. Força, tenta, depois não digas que não tiveste o meu total apoio, o que eu penso não é relevante para o facto de teres todo o meu incondicional apoio.
    Agora o que podes fazer é... Não fazer nada. Não digo isto não verdadeiro termos da palavra, já que "fazer nada" é impossível, uma pessoa tem de respirar. Desculpa, não quero parecer armado ao pingarelho ao ser tão literal, mas fui eu que o usei o "nada", por isso posso fazer o que me bem apetece, que é nada, neste caso. Mas afinal não se pode não fazer nada neste caso, tem de ser fazer alguma coisa, e uma dessas coisas não é acrescentar pormenores às coisas pelas quais lutamos. Não te preocupes, não vou voltar aos pormenores (estou com a sensação que estou a escrever esta palavra mal, sempre que a uso).
    Vá vamos lá ver o que tens de fazer pelas coisas que queres, mas não lutes por elas. Não, não estou a ser literal, ninguém vai andar à batatada, principalmente porque eu estou a dizer para não lutares (a sério não tem nada a ver com combate). Vamos dar o exemplo... O exemplo que ia dar tinha de escolher género sexual, e como estou a escrever este texto no singular (aqui claramente armado ao pingarelho) não dá muito jeito. Como é que vou fazer isto? Eu já tinha tudo pensado, não me apetece mudar por isso vou pedir desculpa às senhoras, meninas e outros tipos de fêmeas e vou escrever isto como se fosse para um homem ou algo parecido. (Agora é aquela altura em que reclamas porque é que eu não mudo o texto a meio para o plural, isto já está caótico, por isso achas que posso fazer isso, mas não posso, já vais ver).
     Afinal posso! Uma rapariga também pode estar interessada numa rapariga, certo? Sim. Isto é um blog laico. Se calhar quando não é aplicado à palavra "Estado" não tem o mesmo sentido, mas isso agora não importa.
Imaginem que estão interessados por uma rapariga (se querem lutar por ela acrescentem pormenores, eu não vou lutar por ela, não tenho de me preocupar). Esperem... Vou voltar a tratar por tu. Apercebi-me de enormes falhas no meu raciocínio, e a principal é que estava a personalizar, não se pode fazer isso quando se quer fazer uma regra geral. Não ia funcionar, e depois vinhas para aqui dizer-me que o DIY não estava a resultar como no tutorial que eu tinha acabado de apresentar. Peço uma vez mais desculpa ao género feminino.
    Agora esqueçam isto tudo (escrevi tdo e o corrector automático corrigiu para Teixeira, não percebo). Ok, esqueçam isto tudo e vão lá lutar pelo que querem, e não estou a incentivar ninguém a bater em namorados de miúdas pelas quais estão interessados (plural!), nem a entra pelo escritório do patrão e começar ao tabefes com ele por um aumento (agora imaginei a cena do Fight Club em que o Norton bate nele próprio, eu sei que não tem nada a ver, xiu). Boa sorte com isso (também há sorte nisto de andar à porrada por coisas).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Touch

     Já me sinto a ser ultrapassado pela tecnologia. Não sei dar exemplos concretos, mas tenho essa sensação. Também sei que são tecnologias que por agora não me interessam (pouco desenvolvidas, muito caras para a minha carteira ou ainda não tem uma utilização em massa para que possa surtir efeito), mas sei que vão evoluir e como eu não apanhei o início do seu desenvolvimento sei que vai ser mais difícil to keep up (qual é o termo em português? Acompanhar? Não pode ser). 
     Quando falo em tecnologia não estou a incluir as de comunicação, essas eu estou bem atento. Não sou daquelas pessoas que só vê os e-mails de dois em dois dias (eu sei que às vezes não respondo aos mails logo, mas isso é porque sei que não são urgentes. Há pessoas que só sabem que lhes mandei um mail quando as encontro e lhes informo do ocorrido, (tirando imediatamente o efeito do e-mail). E cada vez mais prefiro a comunicação via internet do que a informação via telefone móvel (essa tecnologia que me lixa sempre). 
     Podiam era dizer antecipadamente quais as tecnologias que vão vingar, assim eu podia saber mais sobre elas e deixar de pensar no insignificante 3D (se isto vira moda vou ter de comer muitos sapos) e tentar habituar-me realmente aos touch screens (já sei que vai ficar, mas por momentos pensei que não). E gostava também que inventassem coisas de jeito!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Relançar a Compreensão

     Estou a passar uns momentos muito materialistas, por isso é que não tenho escrito muito. Escrever é da alma, do pensamento, é espiritual. Nada disso sou eu neste momento. Neste momento sou o que quero, o que preciso, tenho vontade de ter, mas sei que preciso de pensar no futuro, e eu não sou muito do futuro. Percebes o difícil que está a ser? 
      Estou material, mas tenho tido ideias para coisas, não as posso fazer porque depois não as vou poder acabar, por isso deixo-me ficar na minha, a passar cada dia isoladamente tentado não cometer erros. Não que me vá arrepender, porque eu tenho um principio, que é nunca me arrepender de nada. Não estou a falar de nada complicado, já disse que não consigo por agora, só estou a falar de dinheiro. Tão simples quanto isso, dinheiro. 
      Precisar de coisas, mas querer outras é uma constante. Não sou uma pessoa indecisa. Mas também não costumo ser precipitado, pensar mais do que uma vez nunca foi sinal de indecisão, é outra coisa qualquer, algo para me salvaguardar contra os tais arrependimentos. Isto agora podia ser mais profundo, se fosse aplicado a outra coisa, mas por agora é só dinheiro.  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Competência da Desgraça

Valter Hugo Mãe. Nunca li, não sei nada sobre o senhor, não tenho interesse em ler, mas no outro dia pensava no nome dele. O gajo tem um nome que chama mesmo a atenção, e claro que eu já percebi o truque, o truque é meter dois nomes péssimos juntos! Se pensarmos bem na coisa, Valter e Hugo são dois nomes bem horríveis. (claro que eu não devia dizer isto, nunca se generaliza uma opinião. Ouviram meninos?) Digo isto também porque nunca conhecia nenhuma pessoa com um destes nomes que valesse a pena ter respeito por (Davids também não, é verdade. Mas David é um belo, se não fosse o meu seria o de um filho). Não digo mais porque posso estar a falar mal de belos Valters e belos Hugos, mas pensam lá bem no assunto.

sábado, 8 de outubro de 2011

A Procura Objectiva numa Bobine

     A nostalgia atinge-me em coisas muito simples. O VHS é uma delas, mas não o VHS comprado, mas sim o ritual de gravar coisas da televisão e tentar cortar os intervalos, mas muitas vezes falhar, gravando ainda bocados de intervalo ou começando a gravar tarde demais. Aquelas prateleiras cheias de cassetes de lombadas todas escritas onde tentamos decifrar a letrinha de quem escreveu o nome do filme, já que por vezes havia vários filmes numa só cassete. As lombadas riscadas porque já houve gravação sobre gravação, ou percebermos que gravamos sobre uma coisa que na altura parecia pouco importante, mas que na pressa para não perder o inicio de um programa não nos demos ao trabalho de verificar o que a cassete tinha. Quando havia tempestades e havia problemas na antena e o video ficava com formigueiro ou pequenas falhas como barras horizontais que atravessavam o écran, e parecia que isso só acontecia quando queríamos gravar algo realmente importante. No Natal sabíamos que ia dar bons filmes, mas também sabíamos que não íamos estar à frente da televisão a noite toda e por isso metíamos o gravador de VHS programado para a hora do filme, e quando um ou dois anos mais tarde voltávamos a ver o filme e percebíamos pelo intervalo que aquilo tinha sido gravado no Natal de 96 por causa dos separadores dos canais. A alegria do "temos de gravar!".
     Hoje em dia provavelmente já não fazia sentido, porque cada vez menos há filmes de interesse na televisão, acabaram as sessões tardias como "Maiores 17" ou "Ultima Sessão". Fico triste com este assunto, já chega.

sábado, 10 de setembro de 2011

A Cultivação da Genialidade


Quem é que já teve a sensação que não está a fazer nada pelo futuro? Eu não penso muito no futuro (se calhar faço mal), mas para quê pensar nele? Sei lá se amanhã não engravido alguém ou dá-me um ataque de loucura e mato o vizinho que grita “pouco barulho!” cada vez que ouve um rato no corredor (e ainda se ouve a mulher “mas estás a gritar porquê?!”). Bom, é por isso que não penso muito no futuro. Tenho alguns planos escritos para ai num papel qualquer (espero que ninguém o encontre porque é a resposta para ter um futuro brilhante), tenho umas ideias de como gostaria que a coisa acontecesse (não vão acontecer), mas vocês já sabem porque é que não vale a pena.
Outra coisa que se faz muito por ai (e não estou a falar, obviamente, de mim) é esperar que o charme te salve a vida. Muito simples, até és uma pessoa simpática, falas bem com as pessoas, o teu sorriso até é bem aceite, achas que um dia alguém se vai lembrar de ti quando for preciso alguém para uma coisa importante a ganhar uma pipa de massa. Tu até nem és feio. Eles vão ter contigo, não há preocupação nenhuma.
O mundo via ter contigo. Estás tu em casa, a ver... O Malato (nada contra o Malato, eu até vejo o Malato. Mas isto não é sobre mim!), e do nada alguém te bate à porta, e é a NASA, finalmente eles perceberam o génio que és, e estão a querer a tua sabedoria (por isso é que estavas a ver o Malato e a dizer para ti mesmo que se fosses ao programa conseguias ir até ao fim sem errar e sem passar um única vez e levavas 100 mil euros para casa na boa, só não o fazes porque há pessoas que precisam mais, tu afinal és um génio). Se não é a NASA é o Google, é o Facebook, é a Microsoft ou a Apple. Se isto não for o teu género se cena, é uma galeria em Nova Iorque, é a CERN, é a Pixar ou os estúdios da Universal (que para além de te querem para trabalhar com eles, querem fazer um filme sobre a tua vida). Estás safo, sempre soubeste que isto ia acontecer, até te sentes um bocadinho ofendido por ainda não ter acontecido, até te sentes tentado a recusar só para mostrar que não és assim tão fácil e não te vendes barato, afinal, és um génio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Criar


Nos últimos tempos tenho me dedicado a observar relações entre pais e filhos e a educação dada no geral. Eu sei que não tenho autoridade nem maturidade para criticar educações, e não é isso que vou fazer, mas bem podia ser o que ia fazer, já que há situações bastante tristes. Eu vou falar de outra coisa, muito mais abstracta (claro).
Quais são as razões para ter filhos? (para além do engano técnico, que não é bem uma razão para os ter, mas uma razão do porquê de ter acontecido). Não vou estar a enumerar porque deve haver uma mão cheia delas e muitas delas sem sentido, principalmente os que acham que é o passo seguinte num relacionamento humano (depois dos outros todos). Por amor também é um bocado ilusório, mas é dos mais convencionais, e deve ser o que resulta melhor, mas esse amor não pode acabar mal a criança nasça (isso não era bem amor, acho, mas eu sei pouco). 
Sei que provavelmente não vou criar consenso, ou não terei ninguém a apoiar-me nesta minha ideia, mas já que se falha tanto por ai, não custa nada botar a ideia para o mundo e depois tentar desviar todas as pedras com o olhar. Mas abram bem os olhos, ou a mente e limpem as ramelas e não comecem logo a dizer que não, deixem de ser convencionais que isso não leva a lado nenhum (eu não sou um jovem revoltado contra a sociedade).
Criar um filho a pensar na criança e não em nós (porque ter um filho por amor é claramente a pensar em nós, dai a falha do amor). Escolher o “pai” da criança (e aqui digo pai sem aludir a nenhum sexo em especifico) de acordo com a capacidade que a pessoa tem de formar um bom ser humano, não estou a falar de genética, estou a falar de educação. Porque há claramente pessoas mais capazes do que aquele marido maravilhoso que até é bem jeitoso e às vezes faz o jantar e diz que a mulher é linda, mas que mal o filho sai do hospital depois de nascer e já lhe espetou um boné do Benfica na cabeça. Ou a mulher que é espectacular na cama e até deixa sempre ir jogar poker com os amigos, mas depois quer a criança ao pé dela para ver as novelas. (Nada contra o Benfica ou novelas, são só exemplos). São boas pessoas, até podem ser bons seres humanos que reciclam e ajudam o Banco Alimentar nas suas recolhas, mas se calhar não são boas para crianças. Já sei que estou a ser demasiado qualquer coisa, eu sou assim. Não tenho amigos.
Ainda não consegui bem dizer o que queria, mas a ideia está bem formada na minha mente, e se calhar até já perceberam e já começaram a pensar nas pessoas que os rodeiam. Também começaram a pensar que eu ainda não pensei bem na coisa, e que uma criança que não cresça no seio de um casal não é boa coisa, mas eu acredito que duas pessoas adultas que amam uma criança é melhor do que muitos casais (eu não sou contra casais, atenção!). Duas pessoas adultas que sabem o que cada uma vale e que confiam plenamente um no outro. Já estão a perceber, eu sei que sim.
Provavelmente podia ainda dizer muita coisa sobre o assunto, principalmente sobre como isto não é uma brincadeira, que uma criança é uma coisa importante na vida e uma decisão destas não pode ser tomada de animo leve. Mas esta ideia já existia em mim há algum tempo, já a tinha exposto a ideia a alguém que achou absurda (talvez seja), mas depois de ver crianças que não parecem felizes, a ideia apareceu de novo, mas um bocadinho mais madura. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ontem


     Começar é horrível. Ás vezes parece que vai tudo desaparecer se não começar, e também parece que nada funciona sem um início. Não é verdade, o início restringe-nos, não nos preocupar com ele em primeiro lugar acho que é o melhor a fazer. Estou a ser racional não te preocupes, e não estou a generalizar.
     Parece que tinha tanto a dizer, mas talvez não seja preciso dizer nada. Mas parece que não se deve deixar as coisas subentendidas, falar é bom, falar sem restrições. Não é falar sem pensar, e sem ter medo de magoar, mas falar para não magoar, falar porque faz sentido e afinal é tão fácil. Deixar de ser tão rígido e deixar-me ir, com alguns porquês, mas sabendo que a resposta aos mesmos não é o mais importante. Afinal sou mais coração mole do que seria de esperar, mas mais compreensivo do que eu próprio acreditara. 
     Não estou preocupado, mas nunca estive tão preocupado. Não faz sentido, mas é a verdade. Sou adaptável, é isso, não quero explicar mais. Mas hoje provavelmente não vou estar recomposto apesar de tentar mostrar que sim, amanhã já devo estar mais normalizado. Serei insensível? Não. Sabes que não. Sabes que não me agarro ao passado, mas as boas memórias ficam.
     Ainda estou a pensar com tristeza porque acabou, mas não vou demorar a ficar feliz porque sei que aconteceu. É um cliché? Talvez seja, mas sabes tão bem como eu que às vezes os clichés não são assim tão estúpidos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Partes

     Tive uma ideias vencedora, só a vou dizer porque ainda é muito avançada e nenhuma de vocês a vai conseguir aplicar sem a minha força e a minha paixão pelas minhas próprias ideias. A ideias é simples: alugar partes do corpo. Uma pessoas pagava um tanto por um dado tempo, e a parte do corpo escolhia pertencia-lhe. O dono é que tinha o uso, mas a outra pessoa podia fazer o que quisesse como mandar depilar, pintar, escolher uma tatuagem, deixar crescer a unhas, e por ai fora. Claro que havia limites, mas esses limites estavam baseados no tipo de contrato, quanto mais pagavam mais direitos tinham, e também a quantidade de corpo que se podia alugar (sim, alugar porque é um bem móvel). 
     Isto um dia teria que correr mal e teria de ser criada uma variedade de leis. Uma simples é que ninguém podia alugar um corpo inteiro, tinha de ser criada uma percentagem possível como máximo. Leis sobre os limites que se podia atingir com esses alugueres, principalmente em relação aos perigos contra terceiros. Outra coisa que podia ser feita era a utilização das partes do corpo para esconder segredos e muito mais, o resto é com vocês, mas eu já sei que não chegam lá.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Emancipadas

     Queria falar mal de pessoas, mas não posso porque depois parece que é para outras, e as outras ficam na duvida se é para elas, e as que realmente são nunca ficam a saber. É muita coisa para a minha cabeça. Quando souber que já não vou precisar de amigos ou conhecidos (porque nesta vida só se vence se tivermos muitos conhecidos para votarem em nós em concursos do facebook), começo a espalhar coisas sobre as pessoas, mas sem me preocupar em limpar os rastos, quero que depois me venham pedir esclarecimentos. Vou ser uma pessoa limpa, e mais saudável. 
     Por acaso agora não me lembro de nada muito especifico para falar mal. Mas às vezes acordo ao meio da noite cheio de ideias (sim, eu durante a noite ando a congeminar), mas de manhã nunca me parecem grande coisa e têm pouco fundamento e sem bases fortes para que não possa ser desmentido. Eu só publico quando tenho tudo certinho, não há cá teorias, é tudo factos. Sou uma pessoa séria (apesar de pensarem o contrário).
      Então e birras na Internet? Isso sim é giro, devia aparecer na TVI. Tenho que criar um blog em que faço de machista e começar a atacar os blogs das mulheres que se acham muito emancipadas. Um dia quando não tiver vida.