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segunda-feira, 12 de março de 2012

Tekniikka

     Provavelmente este texto vai ser toda uma nova parvoice, porque tal como todos adoram, eu vou falar de um assunto sobre o qual eu não sei nada (sim, os posts minimamente interssantes acabaram, só se acharem giro um texto sobre a minha luta interior para tentar explicar uma coisa sobre a qual nada sei).
      O mundo está visivelmente virado do avesso. Economicamente principalmente (mente mente). Claro que também há problemas políticos, mas claro que as pessoas só reparam nisso quando os problemas também são economicos. (Já estão a ver que peguei num tema que, pelo que já viram deste blog, não sou especialista, sou um simples leigo). Todos andam preocupados, todos reclamam, todos tem algo a dizer. O que salva isto é a liga de futebol que parece que até está interessante este ano, e isso é mais importante que tudo em Portugal. (O resto do mundo anda distraido com o Kony).
     Mas... (Aqui vai o momento chave disto). A solução não é economica, a solução é tecnologica. Se pensarem bem, e comigo, vão perceber que as grandes mudanças no mundo foram devido a tecnologia. O ser humano tem evoluido de acordo com as tecnologias que descobre, claro que houve revoluções políticas, mas foram sempre as novas tecnologias que definiram o rumo do ser humano. As pessoas esquecem isto facilmente. (Acho que me repeti um bocado).
     Deixem-se disso que andam para ai a fazer e descubram uma coisa nova de jeito rápido. Algo que vá mudar o paradigma actual (nem sei o que estou para aqui a dizer), uma revolução tecnologica.
      E isso ou isto tudo deixar de funcionar.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tuoda

     É algo comum dizerem que devemos lutar pelo que queremos. Não te preocupes, não vou falar de nada que quero, e também não quero nada de especifico neste momento, para além de um futuro maravilhoso, mas isso é muito pouco especifico e uma coisa que é preciso é especificidade. Não basta pensar... Ok, não quero ser acusado de ser um machista elitista desenfreado, por isso não vou dar exemplos. Mas pensem numa coisa que queiram muito, agora consegues perceber que é possível acrescentar pormenores a isso, certo? As coisas só se realizam de meteres pormenores, se não meteres então qualquer coisa serve.
     Bem mas já estou a fugir ao tema, como acontece sempre quando escrevo a esta velocidade. Bem rápido ficas a saber. Acho que conseguia escrever um livro numa noite se me deixasse levar por esta minha sofreguidão, claro que não ia fazer muito sentido e provavelmente não iria ter ponta por onde se pudesse pegar. Estás a ver? A fugir outra vez. Vamos voltar ao tema: lutar pelo que se quer.
     Lutar pelo que se quer só dá desgostos. Devo parar aqui? Já não concordas comigo eu sei, mas acredita eu sei mais sobre o ser humano do que aparento, e posso garantir que a probabilidade de desgosto é maior do que a de sucesso. Claro que há sempre aquela balela do "pelo menos tentei!" dita com uma cara de orgulho de mármore a rachar, onde já é possível ver a água prestes a verter pelas rachas. Força, tenta, depois não digas que não tiveste o meu total apoio, o que eu penso não é relevante para o facto de teres todo o meu incondicional apoio.
    Agora o que podes fazer é... Não fazer nada. Não digo isto não verdadeiro termos da palavra, já que "fazer nada" é impossível, uma pessoa tem de respirar. Desculpa, não quero parecer armado ao pingarelho ao ser tão literal, mas fui eu que o usei o "nada", por isso posso fazer o que me bem apetece, que é nada, neste caso. Mas afinal não se pode não fazer nada neste caso, tem de ser fazer alguma coisa, e uma dessas coisas não é acrescentar pormenores às coisas pelas quais lutamos. Não te preocupes, não vou voltar aos pormenores (estou com a sensação que estou a escrever esta palavra mal, sempre que a uso).
    Vá vamos lá ver o que tens de fazer pelas coisas que queres, mas não lutes por elas. Não, não estou a ser literal, ninguém vai andar à batatada, principalmente porque eu estou a dizer para não lutares (a sério não tem nada a ver com combate). Vamos dar o exemplo... O exemplo que ia dar tinha de escolher género sexual, e como estou a escrever este texto no singular (aqui claramente armado ao pingarelho) não dá muito jeito. Como é que vou fazer isto? Eu já tinha tudo pensado, não me apetece mudar por isso vou pedir desculpa às senhoras, meninas e outros tipos de fêmeas e vou escrever isto como se fosse para um homem ou algo parecido. (Agora é aquela altura em que reclamas porque é que eu não mudo o texto a meio para o plural, isto já está caótico, por isso achas que posso fazer isso, mas não posso, já vais ver).
     Afinal posso! Uma rapariga também pode estar interessada numa rapariga, certo? Sim. Isto é um blog laico. Se calhar quando não é aplicado à palavra "Estado" não tem o mesmo sentido, mas isso agora não importa.
Imaginem que estão interessados por uma rapariga (se querem lutar por ela acrescentem pormenores, eu não vou lutar por ela, não tenho de me preocupar). Esperem... Vou voltar a tratar por tu. Apercebi-me de enormes falhas no meu raciocínio, e a principal é que estava a personalizar, não se pode fazer isso quando se quer fazer uma regra geral. Não ia funcionar, e depois vinhas para aqui dizer-me que o DIY não estava a resultar como no tutorial que eu tinha acabado de apresentar. Peço uma vez mais desculpa ao género feminino.
    Agora esqueçam isto tudo (escrevi tdo e o corrector automático corrigiu para Teixeira, não percebo). Ok, esqueçam isto tudo e vão lá lutar pelo que querem, e não estou a incentivar ninguém a bater em namorados de miúdas pelas quais estão interessados (plural!), nem a entra pelo escritório do patrão e começar ao tabefes com ele por um aumento (agora imaginei a cena do Fight Club em que o Norton bate nele próprio, eu sei que não tem nada a ver, xiu). Boa sorte com isso (também há sorte nisto de andar à porrada por coisas).

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Competência da Desgraça

Valter Hugo Mãe. Nunca li, não sei nada sobre o senhor, não tenho interesse em ler, mas no outro dia pensava no nome dele. O gajo tem um nome que chama mesmo a atenção, e claro que eu já percebi o truque, o truque é meter dois nomes péssimos juntos! Se pensarmos bem na coisa, Valter e Hugo são dois nomes bem horríveis. (claro que eu não devia dizer isto, nunca se generaliza uma opinião. Ouviram meninos?) Digo isto também porque nunca conhecia nenhuma pessoa com um destes nomes que valesse a pena ter respeito por (Davids também não, é verdade. Mas David é um belo, se não fosse o meu seria o de um filho). Não digo mais porque posso estar a falar mal de belos Valters e belos Hugos, mas pensam lá bem no assunto.

sábado, 24 de setembro de 2011

Porque Fascínios é Muito Directo

     Tinha um texto escrito para aqui, mas foi censurado. Várias razões. Primeira é porque eu agora vivo numa ditadura; segunda é porque não estava bem escrito, não em termos gramaticais, mas nos termos que eu lhe queria dar; terceira é porque parecia uma indirecta para alguém, neste momento, e claramente não era. Por isso pode ser que daqui a algum tempo o publique. Quando houver uma revolta política, quando eu souber passar o que quero dizer para papel, e quando já não parecer uma indirecta tão directa (que não é) e só parecer uma indirecta para a vida dos outros.

      Acho que tenho jeito para escrever um livro tipo Retrato de Dorian Gray do Oscar Wilde. Não a parte fantasiosa da coisa, mas a parte em que há claramente três personagens bem definidas com opiniões bens distintas, e o livro é sobre isso, a discussão entre eles de assuntos relacionados com a vida humana do ponto de vista de três opiniões diferentes. Sou capaz disso, se eu tiver um tema sou capaz de defender qualquer posição relacionada com ele, é fácil.
      Uma vez numa aula tive que defender a religião Luterana contra as outras facções cristãs. Ganhei. Não porque os Luteranos são melhores, não porque tem mais pontos a favor, não porque os outros tinham muitos pontos contra, mas sim porque acreditava mesmo naquilo que estava a defender, e só o precisei de o fazer naqueles noventa minutos, porque desde ai nunca mais pensei nos Luteranos e hoje em dia praticamente não sei nada sobre o assunto. Para defender uma ideia é só preciso acreditar nela, mesmo sabendo que é mentira, falsa ou maldosa. 
      Agora só preciso arranjar umas personagens, um historia credível por trás, e depois meter as personagens a discutir sobre temas do nosso dia a dia com argumentos de validade universal e que faça as pessoas pensar. É isso. A caminho do Nobel.

domingo, 11 de setembro de 2011

O Escrutínio para o Melhor Repasto


Se há coisa que eu não gosto é de coisas que fazem bem a alguma coisa. Não só porque as pessoas o digam constantemente (“olha que cenoura faz bem aos olhos, e ficam mais bonitos e tudo!” Ao que eu respondo “os meus olhos já são bonitos”.), só por isso já é irritante, mas também porque lá no fundo é uma meia verdade. E pior do que as meias verdades, só as verdades em si. 
Eu estou constantemente a ser engano pelas coisas que fazem bem. Os ossos mais fortes, a pele fica mais brilhante, os olhos ficam mais bonitos, o cabelo fica mais forte, as unhas dos pés crescem mais rápido. Tudo mentira! Se esses produtos prometem essas coisas é bom que o façam assim num espaço de 24 horas, porque de outra maneira não faz sentido. Passar a vida a comer coisas que nos fazem bem, para depois morrer?
Passamos uma vida a controlar o que comemos para nada. Passamos uma vida a comer o que é certo para vivermos mais uns anos a comer o que é certo. Mas não é sobre isso que estou aqui a falar, estou aqui para falar das ideias de uma criança, uma criança que acreditava que cenouras faziam olhos verdes, e o leite faziam os ossos como pedras, mesmo que não fosse nesse dia, mas pelo menos uma semana depois. Quem não é capaz de espera uma semana? Eu sou. 
Claramente quando somos crianças as coisas que nos prometem como aquelas que nos dão super poderes não são aquelas que nos sabem melhor ao paladar, mais tarde percebemos que não vamos ter esses poderes, mas também já não interessa, porque aquilo que anteriormente só comíamos porque nos era prometido algo, agora comemos por gosto.  

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Perspicácia da Contagem Reversiva

Last-name effect n. The closer a person's childhood surname is to the end of the alphabet, the faster they tend to make purchase decisions. At school they had to wait longer for what they wanted; now they're eager to snap things up.

Fiquei maravilhado com esta ideia. Lembro-me que havias pessoas que ficavam frustradas por terem um nome com uma das últimas letras do alfabeto, mas também me lembro de ficarem felizes por assim ser, quando a coisa era má. Acho que compensou, os primeiros e os últimos andam sempre pegados, mas depois esquecem. Eu era bem no meio, por isso sabia que nunca iria ser dos primeiros. 

sábado, 20 de agosto de 2011

Farsa


Inventar uma vida que é uma farsa.
Como sempre tive muita imaginação e alguma mania da perseguição, quando reparava no comportamento um bocadinho diferente de alguém e começava a reparar em falhas de coerência na sua vida, imaginava logo que toda aquela pessoa era uma fachada. Fachada essa que tinha sido criada para me atingir, enganar e destruir!
Conseguia imaginar com cada história mais mirabolante, que muitas vezes tinha mais de uma pessoa envolvida, era só grandes complôs. Não sabia porque é que me escolhiam a mim como alvo, mas devia ser por eu ser ingénuo e acreditar facilmente no interesse real das pessoas em mim (ou se calhar estavam a aproveitar-se de eu ser um convencido). 
Isto fez com que hoje seja um bocado desconfiado quando as coisas correm demasiado como eu quero, acho sempre que a qualquer momento vou descobrir a verdade sobre tudo e perceber que... Bom, vou parar, já sou maluco suficiente nas vossas cabeças. Mas isto é a sério, às vezes ainda penso no assunto.
Um dia vou eu fazer uma coisa dessas, criar uma personagem completamente nova, vai ser divertido, até me fartar, ou começar a dar valor às pessoas que me rodeiam, mas só conhecem o meu “eu” falso. Vai dar porcaria. Sempre!    

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Criar


Nos últimos tempos tenho me dedicado a observar relações entre pais e filhos e a educação dada no geral. Eu sei que não tenho autoridade nem maturidade para criticar educações, e não é isso que vou fazer, mas bem podia ser o que ia fazer, já que há situações bastante tristes. Eu vou falar de outra coisa, muito mais abstracta (claro).
Quais são as razões para ter filhos? (para além do engano técnico, que não é bem uma razão para os ter, mas uma razão do porquê de ter acontecido). Não vou estar a enumerar porque deve haver uma mão cheia delas e muitas delas sem sentido, principalmente os que acham que é o passo seguinte num relacionamento humano (depois dos outros todos). Por amor também é um bocado ilusório, mas é dos mais convencionais, e deve ser o que resulta melhor, mas esse amor não pode acabar mal a criança nasça (isso não era bem amor, acho, mas eu sei pouco). 
Sei que provavelmente não vou criar consenso, ou não terei ninguém a apoiar-me nesta minha ideia, mas já que se falha tanto por ai, não custa nada botar a ideia para o mundo e depois tentar desviar todas as pedras com o olhar. Mas abram bem os olhos, ou a mente e limpem as ramelas e não comecem logo a dizer que não, deixem de ser convencionais que isso não leva a lado nenhum (eu não sou um jovem revoltado contra a sociedade).
Criar um filho a pensar na criança e não em nós (porque ter um filho por amor é claramente a pensar em nós, dai a falha do amor). Escolher o “pai” da criança (e aqui digo pai sem aludir a nenhum sexo em especifico) de acordo com a capacidade que a pessoa tem de formar um bom ser humano, não estou a falar de genética, estou a falar de educação. Porque há claramente pessoas mais capazes do que aquele marido maravilhoso que até é bem jeitoso e às vezes faz o jantar e diz que a mulher é linda, mas que mal o filho sai do hospital depois de nascer e já lhe espetou um boné do Benfica na cabeça. Ou a mulher que é espectacular na cama e até deixa sempre ir jogar poker com os amigos, mas depois quer a criança ao pé dela para ver as novelas. (Nada contra o Benfica ou novelas, são só exemplos). São boas pessoas, até podem ser bons seres humanos que reciclam e ajudam o Banco Alimentar nas suas recolhas, mas se calhar não são boas para crianças. Já sei que estou a ser demasiado qualquer coisa, eu sou assim. Não tenho amigos.
Ainda não consegui bem dizer o que queria, mas a ideia está bem formada na minha mente, e se calhar até já perceberam e já começaram a pensar nas pessoas que os rodeiam. Também começaram a pensar que eu ainda não pensei bem na coisa, e que uma criança que não cresça no seio de um casal não é boa coisa, mas eu acredito que duas pessoas adultas que amam uma criança é melhor do que muitos casais (eu não sou contra casais, atenção!). Duas pessoas adultas que sabem o que cada uma vale e que confiam plenamente um no outro. Já estão a perceber, eu sei que sim.
Provavelmente podia ainda dizer muita coisa sobre o assunto, principalmente sobre como isto não é uma brincadeira, que uma criança é uma coisa importante na vida e uma decisão destas não pode ser tomada de animo leve. Mas esta ideia já existia em mim há algum tempo, já a tinha exposto a ideia a alguém que achou absurda (talvez seja), mas depois de ver crianças que não parecem felizes, a ideia apareceu de novo, mas um bocadinho mais madura. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Partes

     Tive uma ideias vencedora, só a vou dizer porque ainda é muito avançada e nenhuma de vocês a vai conseguir aplicar sem a minha força e a minha paixão pelas minhas próprias ideias. A ideias é simples: alugar partes do corpo. Uma pessoas pagava um tanto por um dado tempo, e a parte do corpo escolhia pertencia-lhe. O dono é que tinha o uso, mas a outra pessoa podia fazer o que quisesse como mandar depilar, pintar, escolher uma tatuagem, deixar crescer a unhas, e por ai fora. Claro que havia limites, mas esses limites estavam baseados no tipo de contrato, quanto mais pagavam mais direitos tinham, e também a quantidade de corpo que se podia alugar (sim, alugar porque é um bem móvel). 
     Isto um dia teria que correr mal e teria de ser criada uma variedade de leis. Uma simples é que ninguém podia alugar um corpo inteiro, tinha de ser criada uma percentagem possível como máximo. Leis sobre os limites que se podia atingir com esses alugueres, principalmente em relação aos perigos contra terceiros. Outra coisa que podia ser feita era a utilização das partes do corpo para esconder segredos e muito mais, o resto é com vocês, mas eu já sei que não chegam lá.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Linhas

Os textos têm caminhos. É só olhar com olhos diferentes e ver aquelas linhas que percorrem na vertical as manchas de texto. Se não as conseguem ver, não são especiais. Eu vejo desde que me lembro, e às vezes, quando era mais novo, perdia-me nelas. Ficava minutos a olhar para a maneira como iam abrindo caminho por entre as palavras para tentar chegar o mais longe possível, como faziam escada ou me maravilhavam quando conseguiam percorrer meia dúzia de linhas em linha recta parando abruptamente no meio de uma palavra. Têm de conseguir ver. Tão simples.   

domingo, 26 de junho de 2011

Esquecer

     Será possível esquecer uma pessoa para sempre? Apagar tudo de alguém? Sei que não há nada como "eternal sunshine of the spotless mind", mas deve ser possível, com o tempo, deixar de pensar nas coisas que foram.
      Mas por outro lado não sei de devemos apagar as pessoas da nossa vida. De que serve deitar tudo fora que está relacionado com essa pessoa? Apagar fotos? As pessoas não estão nisso, a nossa memória não deixa as coisas serem como nós queremos, a mais pequena coisa faz lembrar outros, por isso não me digam que há coisas que se esquece. Há locais comuns, há sabores, sons e cheiros. Eu não consigo esquecer. Mas consigo mudar.
     Nunca tentei esquecer ninguém, provavelmente devia ter feito isso nalguns momentos, mas nunca fui disso. Acredito que as coisas devem acontecer naturalmente, mesmo as que doem. Com isto não digo que se deva agarrar ao passado, isso é pior que esquecer. Há um meio termo, que não é assim tão difícil de atingir. Se eu consigo é porque não há assim tanta dificuldade. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vingança

     Sabem o que é que eu gosto? De pessoas vingativas, dá para rir um bocado. Normalmente as pessoas vingativas da realidade não são inteligentes como as vingativas das novelas brasileiras. Só arranjam vinganças que dá para rir, mas mesmo rir, e ainda gozar com isso, para depois elas terem vontade de se vingar outra vez e isto continua num ciclo vicioso. 
     Já vi pessoas a tentarem vingar-se, e foi ridículo, ou não funcionou, ou fez figura de parva. Não foi contra mim, eu não crio essas coisas, quer dizer... Agora que me lembro. Foi tão insignificante que nem conta, e eu nem me lembro bem o que foi, nem do que foi. É para verem o que essas pessoas marcam.
     Eu não sou vingativo, nem rancoroso, nem fico a remoer coisas parvas. Mas se calhar acumulo, que pode ser pior. Eu se fosse vingativo era mesmo à séria, destruir completamente. Tenho essa capacidade. É só conhecer bem as pessoas e saber os pontos fracos e depois usar isso sabiamente. Está feito. Vou abrir uma empresa baseada nisto. Vou pensar num slogan. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pôr Mesa

     O conceito de pôr a mesa não faz parte da minha vida. Acho que cada um deve ir buscar as suas coisas, se houver visitas até posso pensar pôr a mesa, mas normalmente só digo onde estão as coisas que podem muito bem ir buscar. Talvez um dia me transforme, como toda a população deste país, e comece a por a mesa, para mostrar aos meus filhos que sou responsável, tentar ensinar princípios apesar de não os ter. Uma hipocrisia total, as pessoas. Como a idade vai mudar muitas das pessoas que eu até hoje em dia respeito. Vão ser formatadas, reprogramadas. Penso nisto várias vezes.  

sábado, 14 de maio de 2011

Pertença

     O sentimento de pertença é terrível para a formação de identidades, e cada vez mais se faz, e sem pensar que se está a fazer. Gostar por gostar, criticar por criticar. A formação de opiniões já não é, ou se calhar nunca foi, alheia à opinião dos que nos rodeiam. Todos querem ler as criticas para formar uma opinião, todos querem saber as bandas, filmes ou livros preferidos de não sei quem, para ser os seus também. Para festejar quando a banda preferida do não sei quantos vem tocar a Portugal, ou detestar a ultimo filme do Woody Allen e dizer que ele já não é o que era só porque leu numa revista, apesar de até ter gostado do filme.
     Há pessoas que só por me dizerem os filmes favoritos, eu já sei as bandas e os livros. Se gosta de ler, ou se gosta de filmes de acção, e a partir dai saber qual a música que gosta. Sei que agora já estou a entrar numa espécie de critica a tribos urbanas, mas não tenho nada contra estas, nem contra aqueles que as imitam (se calhar um bocadinho, raio dos fakers!). Mas passa-se qualquer coisa de diferente que devia ser analisado. O mundo anda baseado nos gostos pessoais de 50 pessoas que nos dizem o que é bom ou mau, até ser alternativo, já não o é. Ser alternativo já é estar dentro de uns gostos base que depois pode diferenciar nalguns aspectos, mas a base está lá toda.
     Eu sei que não estão a pensar nos exemplos certos, mas eu também não os vou dar, porque quem está a pensar que eu tenho razão, são os princiais alvos disto que escrevo, eu já os conheço. Até eu às vezes caio na tentação. Não escolher o que se gosta é bem mais fácil para nos integramos, e sentirmos que pertencemos a algo único.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pinguins

     Hoje pela primeira vez vi um enterro do caloiro. Aquilo não me entra de maneira nenhuma, eu já tinha percebido que tenho aversão aquilo, mas visto pelo lado de fora, ainda é mais deprimente.
      Têm de perceber que os caloiros são uma grande massa de entidade colectiva que acredita mesmo que aquilo é normal em sociedades civilizadas, e que acha que são imunes individualmente, porque afinal eles são um todo.
     Alguém que estava comigo dizia (e eu concordo plenamente) que são estes miúdos (e eu vou chamar miúdos só para ser mais fácil, já que eu não sou mais velho) são aqueles que no futuro se vão queixar dos patrões, que odeiam ser subjugados, e toda essa ordem de pensamentos. Mas são eles que aceitam vergar-se logo desde cedo, muito antes de entrarem no mercado de trabalho, e como é que vão ter credibilidade mais tarde para não o fazer?
     Uma coisa também bastante "gira" de verificar é a capacidade que têm de representar os seus papeis. Não têm a fatiota são seres nojentos que não podem abrir a boca, rir, falar ao telemóvel e nem sei se se podem coçar. No dia seguinte aparecem para servir na taberna já são seres dominantes que no ano a seguir podem gritar com os outros rastejantes, como se tivessem violência domestica reprimida, ou senão é a vontade de ser alguém prepotente, porque sentem que isso é o normal na sociedade actual.
       Bem já chega, mas quando arranjarem tradição académica que seja minimamente adulta e se deixarem de usar aquilo vestido (e não digam que aquilo fica bem), talvez eu pense no assunto.

sábado, 7 de maio de 2011

Tumblr

     Conhecem o Tumblr? Bem se não conhecem, aquilo é (supostamente) só gente bonita, com um grande coração e bom gosto, que vive num mundo mágico de amor e felicidade eterna (sorry tumblr lovers). Claro que posso estar enganado, e sou eu que só sigo (follow) pessoas desse género, e se isso acontece é porque eu também sou um deles, e que já foi lavado cerebralmente (brainwash). Não vou ser completamente injusto com o Tumblr (já que eu tenho uma conta e até "publico" alguma coisa) e vou dizer que às vezes até encontro coisas giras por lá, mas por outro lado sei que aquilo é quase tudo re-postado (reblog), mas eu não posso fazer um estudo mais profundo do tipo de utilizadores que existem. Sim, existem tipos de utilizadores.
     O que me deixa mais triste com o Tumblr é a criação de pessoas que não são reais (ahhhh, o escândalo). Ainda há aquela ideia do amor platónico que é completamente propagandeada no Tumblr, em que defendem o amor dos beijinhos, abraços e olhares amorosos. O Tumblr é a Disney (no sex, just the perfect kiss). O mundo já tem uma ideia estranha das relações humanas, mas anda a ficar cada vez pior. 
     Vá o Tumblr é querido.   

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uni

     A Unicef não tem hipótese nenhuma em Portugal. É muito simples, a Unicef patrocina (não monetariamente) o Barcelona, e o Barcelona é, neste momento, uma equipa mal amada em Portugal, isto é, tem a ousadia de ganhar ao clube em que estão dois dos portugueses que os outros portugueses mais amam. Por isso aqueles senhores que estão na baixa... Deixem-se disso, por maior respeito que tenha pela Unicef.

     Dizerem que Sócrates está quase a dizer o que todos os portugueses querem ouvir, é uma grande mentira, os portugueses não querem ouvir nada disso, os portugueses querem é ouvir que vai haver um Ferrari para cada um, e que está tudo bem e que as férias começam agora e só acabam em Agosto. Assim sim o país ficava feliz, nada de ouvir falar de cortes e FMI, nada de cintos e dores de costas. Sobe Portugal!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cinco

Epa eu sigo vários blogs com a palavra "life" no nome. Confundo-me todo com eles. Não é uma critica, é mesmo um problema meu, eu vejo a palavra "life" e penso sempre que é tudo o mesmo. 

Acho que a crise que se sente no mundo nos últimos anos é culpa da mulher (agora só vou ficar com três leitores, porque o resto é mulher e vai ficar irritada, apesar de saber que eu estou sempre a dizer parvoíce). Vou passar a explicar. Se calhar nem preciso de explicar, vocês já perceberam porquê. Então é assim, só há crise porque as mulheres deixaram de ser donas de casa, se as mulheres continuassem a ser donas de casa havia mais emprego para os homens e andávamos todos mais felizes. Continuavam a poder votar e conduzir (apesar de não saberem fazer uma coisa nem outra), mas voltavam para a cozinha. Ok. Já parei. Isto é tudo a gozar, mas pensem lá no assunto, senhoras.

Ontem vi uma rapariga do Algarve aqui em Lisboa. Uma rapariga que até já achei interessante, até descobrir que só a casca era interessante. É uma parva. Continua a ser. Olhou-me de alto a baixo, fez um olhar de reconhecimento e seguiu caminho (não se preocupem que não esperava que me falasse, e ainda bem que não o fez, que o pior dela é quando abre a boca). Está com barriga de cerveja. Pena. Chama-se Patrícia (acho eu). Não gosto de Patrícias, mas não quero ofender ninguém, nem julgar pessoas pelo nome.

Na Terça andei em filmagens, e carreguei uma secretária (daquelas de metal, mas com tampo de madeira) oito andares, para cima e depois para baixo. Emagreci um quilo e ainda me doem os abdominais. Estou um fraquinho .

Já que vos pedi para imaginarem coisas, imaginem agora se tirássemos o frigorifico à humanidade. Havia pessoas que não duravam uma semana (apesar de aguentarmos trinta dias sem comer).

Está tudo.  

sábado, 26 de março de 2011

Sinais

     Gosto de pensar que quem decide que sinais de trânsito meter são os mesmos que os metem realmente. É do género, eles sabem que têm um sinal para por no cruzamento não sei quantos, e chegam lá olham para a coisa e pensam "epa isto ficava bem aqui era um STOP, quéque acham?". Acho que seria bem mais giro!

     E por hoje chega que eu estou cansado e só me apetece falar de chineses.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Erro

     Hoje estava a percorrer o meu caderno e encontrei um texto não publicado, mas se calhar já não faz muito sentido. Mas aqui vai disto.

     Dos erros podem sair coisas boas? De certeza que ao longo da história da humanidade isso já aconteceu, e provavelmente até deram em coisas mesmo boas. Eu costumo pensar que só depois do erro é que somos totalmente livres, só depois de percebermos que o mal está feito e que não há volta a dar, é que nos conseguimos deixar ir. A partir dai só há duas hipóteses, ou continuamos a fazer borrada até que destruímos completamente aquilo que já foi, ou continuamos a fazer as coisas sem nos preocuparmos se estamos a fazer erros ou não e acabamos por atingir algo de bom que normalmente nunca teria surgido sem o primeiro erro.
     Podem pensar em arte por exemplo. Na ciência já é mais difícil, mas também deve ser possível. E claro que, como em quase tudo, os erros são subjectivos. Nós vivemos num mundo subjectivo, onde há sempre gente a tentar torna-lo objectivo, tipo eu. Mas cabo sempre por me surpreender. 

     Isto deve ter para ai duas semanas, pelas coisas que estão à frente.