sábado, 24 de setembro de 2011

Porque Fascínios é Muito Directo

     Tinha um texto escrito para aqui, mas foi censurado. Várias razões. Primeira é porque eu agora vivo numa ditadura; segunda é porque não estava bem escrito, não em termos gramaticais, mas nos termos que eu lhe queria dar; terceira é porque parecia uma indirecta para alguém, neste momento, e claramente não era. Por isso pode ser que daqui a algum tempo o publique. Quando houver uma revolta política, quando eu souber passar o que quero dizer para papel, e quando já não parecer uma indirecta tão directa (que não é) e só parecer uma indirecta para a vida dos outros.

      Acho que tenho jeito para escrever um livro tipo Retrato de Dorian Gray do Oscar Wilde. Não a parte fantasiosa da coisa, mas a parte em que há claramente três personagens bem definidas com opiniões bens distintas, e o livro é sobre isso, a discussão entre eles de assuntos relacionados com a vida humana do ponto de vista de três opiniões diferentes. Sou capaz disso, se eu tiver um tema sou capaz de defender qualquer posição relacionada com ele, é fácil.
      Uma vez numa aula tive que defender a religião Luterana contra as outras facções cristãs. Ganhei. Não porque os Luteranos são melhores, não porque tem mais pontos a favor, não porque os outros tinham muitos pontos contra, mas sim porque acreditava mesmo naquilo que estava a defender, e só o precisei de o fazer naqueles noventa minutos, porque desde ai nunca mais pensei nos Luteranos e hoje em dia praticamente não sei nada sobre o assunto. Para defender uma ideia é só preciso acreditar nela, mesmo sabendo que é mentira, falsa ou maldosa. 
      Agora só preciso arranjar umas personagens, um historia credível por trás, e depois meter as personagens a discutir sobre temas do nosso dia a dia com argumentos de validade universal e que faça as pessoas pensar. É isso. A caminho do Nobel.

18 comentários:

Sofia disse...

Vim aqui parar não sei bem como (os blogs são como as cerejas) e queria seguir o teu blog mas reparei que não tens aqui essa hipótese. Porquê? Eu clicaria lá...

David Pires disse...

Sofia, Obrigado por me achares digo de ser seguido. :) mas podes fazer isso, ou numa barra superior que aparece normalmente por cima de vários blogs, ou no blogger, adicionares novos blogs para seguir.

Sofia disse...

Ups. Notou-se muito que ainda estou a aprender a mexer com isto, não notou...?

David Pires disse...

Só um bocadinho :)

martolas disse...

DISTINTOS
(e a concordância do título... mas quem sou eu para falar?)

David Pires disse...

matolas, Fascínios é um conjunto de coisas, por isso posso usar o singular na mesma! E porque é assim que a coisa tinha de ser...

Abigail Lea disse...

Porque fascinios é muito directo e porque é muito bom ler este blog, algo diferente !

David Pires disse...

Abigail, Obrigado! :) Também leio sempre o teu blog, apesar de às vezes ficar um bocado confuso :)

Xana disse...

Dito assim até parece fácil!

David Pires disse...

Xana, Não é nada fácil! (eu tenho de dizer isto senão toda gente se mete para ai a escrever livros)

Xana disse...

Haha, fazes bem! Cuidado com a concorrência :)

Gonçalo disse...

Adorei o teu texto!

David Pires disse...

Gonçalo, Obrigado!

Abigail Lea disse...

bom saber. Confuso porquê David? (:
amito ser confusa, sim (:

David Pires disse...

É só porque me perco às vezes, só isso :)

ana disse...

Eu depois vou querer ler! :b

Abigail Lea disse...

Hmm. ás vezes não consigo bem transparecer tudo o que passa ou o que sinto em palavras, e fica um aglomerado de palavras sem sentido. Acredito que te percas, como num momento digo algo, noutro momento contradigo e coisas assim ... mas ás vezes até é bom perdermo nos eu gosto de coias confusas que nos fazem tirar várias ideias. E dou te como exemplo os livros de pedro paixao na qual eu me perco na imensidão das suas palavras, embora simples, mas confusas, num todo (:

David Pires disse...

ana, acho que não vai acontecer, muito menos nos próximos tempos.

Abigail, sim, percebo o que queres dizer, mas normalmente acaba sempre por fazer sentido para quem escreve. Nunca li nada do Pedro Paixão.