domingo, 11 de setembro de 2011

O Escrutínio para o Melhor Repasto


Se há coisa que eu não gosto é de coisas que fazem bem a alguma coisa. Não só porque as pessoas o digam constantemente (“olha que cenoura faz bem aos olhos, e ficam mais bonitos e tudo!” Ao que eu respondo “os meus olhos já são bonitos”.), só por isso já é irritante, mas também porque lá no fundo é uma meia verdade. E pior do que as meias verdades, só as verdades em si. 
Eu estou constantemente a ser engano pelas coisas que fazem bem. Os ossos mais fortes, a pele fica mais brilhante, os olhos ficam mais bonitos, o cabelo fica mais forte, as unhas dos pés crescem mais rápido. Tudo mentira! Se esses produtos prometem essas coisas é bom que o façam assim num espaço de 24 horas, porque de outra maneira não faz sentido. Passar a vida a comer coisas que nos fazem bem, para depois morrer?
Passamos uma vida a controlar o que comemos para nada. Passamos uma vida a comer o que é certo para vivermos mais uns anos a comer o que é certo. Mas não é sobre isso que estou aqui a falar, estou aqui para falar das ideias de uma criança, uma criança que acreditava que cenouras faziam olhos verdes, e o leite faziam os ossos como pedras, mesmo que não fosse nesse dia, mas pelo menos uma semana depois. Quem não é capaz de espera uma semana? Eu sou. 
Claramente quando somos crianças as coisas que nos prometem como aquelas que nos dão super poderes não são aquelas que nos sabem melhor ao paladar, mais tarde percebemos que não vamos ter esses poderes, mas também já não interessa, porque aquilo que anteriormente só comíamos porque nos era prometido algo, agora comemos por gosto.  

5 comentários:

martolas disse...

olhos bonitos... pfff

David Pires disse...

marta, então? Só reclamas quando sabes que tenho razão. Não pode ser, é ao contrário!

a. rita disse...

também me enganaram bem com essa da cenoura :(

David Pires disse...

É sempre a mesma coisa! A nossa geração tem de parar isso!

a. rita disse...

tem pois. não vou impingir essas ilusões aos meus filhos. até porque, no dia em que soube que era mentira, foi quando comecei a gostar de cenoura.