segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pinguins

     Hoje pela primeira vez vi um enterro do caloiro. Aquilo não me entra de maneira nenhuma, eu já tinha percebido que tenho aversão aquilo, mas visto pelo lado de fora, ainda é mais deprimente.
      Têm de perceber que os caloiros são uma grande massa de entidade colectiva que acredita mesmo que aquilo é normal em sociedades civilizadas, e que acha que são imunes individualmente, porque afinal eles são um todo.
     Alguém que estava comigo dizia (e eu concordo plenamente) que são estes miúdos (e eu vou chamar miúdos só para ser mais fácil, já que eu não sou mais velho) são aqueles que no futuro se vão queixar dos patrões, que odeiam ser subjugados, e toda essa ordem de pensamentos. Mas são eles que aceitam vergar-se logo desde cedo, muito antes de entrarem no mercado de trabalho, e como é que vão ter credibilidade mais tarde para não o fazer?
     Uma coisa também bastante "gira" de verificar é a capacidade que têm de representar os seus papeis. Não têm a fatiota são seres nojentos que não podem abrir a boca, rir, falar ao telemóvel e nem sei se se podem coçar. No dia seguinte aparecem para servir na taberna já são seres dominantes que no ano a seguir podem gritar com os outros rastejantes, como se tivessem violência domestica reprimida, ou senão é a vontade de ser alguém prepotente, porque sentem que isso é o normal na sociedade actual.
       Bem já chega, mas quando arranjarem tradição académica que seja minimamente adulta e se deixarem de usar aquilo vestido (e não digam que aquilo fica bem), talvez eu pense no assunto.

2 comentários:

ana disse...

A-plau-sos. (: Gostava de ter escrito isto.

David Pires disse...

Obrigado :) Mas cuidado com eles